Na CPMI, Heleno se contradiz, solta palavrões e decide ficar calado
Receba as notícias mais importantes no seu e-mail
Assine agora. É grátis.
Mesmo recebendo do STF o direito de ficar em silêncio diante da CPMI dos atos golpistas, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno decidiu prestar o depoimento a deputados e senadores, mas acabou mudando de ideia antes do fim da sessão. Em sua fala inicial, ele negou ter tratado de assuntos eleitorais com subordinados, lembrou que não estava mais no governo no 8 de janeiro e classificou os acampamentos diante de quartéis como “manifestação política pacífica”. Perguntado pela relatora, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), sobre as denúncias do tenente-coronel Mauro Cid sobre uma suposta proposta de golpe feita por Jair Bolsonaro aos comandantes militares, Heleno as classificou como “fantasiosas”, dizendo que o antigo ajudante de ordens não participava de reuniões. Porém, fotos publicadas por Andréia Sadi o desmentem. O general se irritou com as perguntas e comentários da senadora, desferindo uma sequência de palavrões. “Ela fala as coisas que ela acha que tá na minha cabeça. Porra é para ficar puto. Puta que pariu”, disse a seu advogado, com o microfone aberto. Quando parlamentares governistas começaram a resgatar suas frases contra o presidente Lula e em defesa do golpe de 1964, Heleno lançou mão do direito ao silêncio. (g1)


