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Polícia Federal chega perto de Lira

Na investigação sobre desvios que podem chegar a R$ 8 milhões em contratos de kits escolares de robótica, a Polícia Federal encontrou documentos com registros de pagamentos atrelados ao nome “Arthur”. Um deles, que estava com Luciano Cavalcante, auxiliar direto do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), lista R$ 834 mil em valores pagos entre dezembro de 2022 e março de 2023, com ao menos 30 desembolsos, totalizando R$ 650 mil, para “Arthur”. Com Wanderson de Jesus, motorista de Cavalcante, os policiais apreenderam um livro-caixa, com saldos, repasses, destinatários e datas. As anotações, referentes a abril e maio deste ano, foram escritas à mão e estavam em um carro. O nome “Arthur” aparece 11 vezes em gastos totais de cerca de R$ 265 mil. O motorista afirmou à PF que os pagamentos foram feitos a pedido de Cavalcante, que seria o proprietário do veículo onde as anotações foram encontradas. Com a descoberta, a PF encaminhou a investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A assessoria de imprensa do deputado afirmou que “toda movimentação financeira e pagamentos de despesas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, seja realizada por ele e, às vezes, por sua assessoria, tem origem nos seus ganhos como agropecuarista e da remuneração como deputado federal”. (Folha e piauí)

Lula, e desta vez também Haddad, sobem o tom contra o BC

Pressão total, mas não só do governo. Esse é o cenário que o Banco Central enfrenta após manter a Selic em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) não deu nem sinal de quando começará a cortar os juros. Devido à melhora da inflação, analistas esperavam ao menos essa sinalização. O presidente Lula também. Em Roma, antes de ir para Paris, ele voltou a criticar os juros, dizendo que a taxa é irracional e que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, joga contra o país. “Não é o governo que está brigando com o BC, quem está brigando com o BC é a sociedade brasileira”, disse, citando a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a decisão de “descompasso”. Segundo ele, é o quarto comunicado “muito ruim” e que “contrata um problema para o futuro”. “Às vezes, ele corrige na ata, mas há um descompasso entre o que está acontecendo no Brasil, com o dólar, com a curva de juros, a atividade econômica”, afirmou na capital francesa. Nas últimas semanas, a cobrança extrapolou o governo. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou que “não há no Brasil nenhuma atividade econômica que possa pagar os juros tão elevados”. E a empresária Luiza Trajano disse ter ligado “mais de 20 vezes para Campos Neto”. Essa pressão deve aumentar. Fabio Kanczuk, ex-diretor do BC, disse que o Copom foi muito mais duro do que o esperado. “A mediana das pessoas estava esperando alguma sinalização de que haveria um movimento para baixo em agosto, mas (o BC) não deu sinal nenhum.” (Estadão)

Bolsonaro pede que TSE o julgue como fez com Dilma e Temer

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa hoje a julgar a ação do PDT que pode deixar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O processo se refere a uma reunião com embaixadores estrangeiros na qual ele difundiu mentiras sobre o sistema eleitoral brasileiro. Ontem, em visita ao Senado, Bolsonaro, pediu que o TSE usasse o mesmo critério do julgamento da chapa Dilma-Temer, em 2017, quando a corte não aceitou a inclusão de novas provas na acusação. “Não pode a jurisprudência mudar de acordo com a cara de quem está sendo julgado, ou de acordo com a ideologia”, disse. O relator, ministro Benedito Gonçalves, deve incluir em seu voto referências às minutas golpistas achadas com auxiliares de Bolsonaro. (UOL)

Senado vai sabatinar hoje advogado de Lula para STF

A força do governo no Senado terá mais um teste hoje, com a sabatina e a votação do nome de Cristiano Zanin, advogado pessoal do presidente Lula, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele será ouvido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) às 10h, e o parecer sobre sua aprovação deve ser votado até o fim do dia. Nas últimas semanas, Zanin se reuniu com mais de 70 senadores e, segundo fontes, conseguiu apoio até entre bolsonaristas, interessados em melhorar a relação com o Supremo. A sabatina, porém, contará com parlamentares pouco simpáticos ao indicado, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos do Val (Podemos-ES) e, principalmente, Sergio Moro (UB-PR), seu antagonista nos processos contra Lula na Lava-Jato. (Globo)

Governo blinda Saúde na barganha com Centrão

Turismo, sim. Saúde, não. Essa foi a mensagem do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, sobre o que o governo está disposto a negociar para facilitar a articulação política e apoio no Congresso. Segundo Padilha, Lula não pretende fazer escolhas políticas para o Ministério da Saúde. “O presidente Lula, em nenhum momento, desde a montagem do seu governo, desde a escolha dos ministros e ministras, colocou o Ministério da Saúde como cota de qualquer partido”, afirmou. Por outro lado, seguem as negociações com o União Brasil para a troca da ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil-RJ). A previsão é de que a substituição seja oficializada quando Lula retornar da viagem à Europa, iniciada ontem. Segundo Julia Duailibi, o anúncio não foi feito ainda porque o presidente espera que a ministra peça demissão, em vez de ser demitida, e quer fazer uma sinalização positiva ao partido e se reunir com as lideranças da legenda.(g1)

Bolsonaro já traça estratégias para o ‘pós-TSE’

O futuro eleitoral de Jair Bolsonaro (PL) começa a ser decidido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira. Para muitos analistas, é certa sua condenação por abuso de poder político devido às acusações sem provas contra o sistema eleitoral em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho do ano passado. Nas últimas semanas, o ex-presidente evitou bater de frente com o TSE e deu a entender que se conformaria com o resultado, apesar de considerá-lo injusto. Se de fato for tornado inelegível, a estratégia de Bolsonaro será evitar indicar um sucessor e se agarrar à possibilidade de reverter a derrota com recursos, mantendo-se no cenário político. Por isso, segundo aliados, o ex-presidente tem sido orientado a não apoiar pré-candidaturas, evitando dar sinal de desistência antes do fim da batalha jurídica, já que, em caso de condenação, ele pode apresentar embargos ao próprio TSE e recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). E o entendimento é de que, até a 2026, há tempo para essa briga nos tribunais. A lógica é a mesma usada em 2018 por Lula, que só lançou o nome de Fernando Haddad (PT) quando não havia mais jeito. Essa estratégia pode fortalecer Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto como um sucessor natural. Sem uma pré-candidatura explícita, o governador de São Paulo pode manter o discurso de longo prazo em relação à reeleição estadual e evitar ataques tanto tempo antes do pleito presidencial. (Folha)

PF acha passo a passo do golpe no celular de Mauro Cid

Que o bolsonarismo pretendia um golpe de Estado para manter seu líder no poder após a derrota eleitoral, poucas dúvidas restavam. Agora sabe-se como a derrubada das instituições democráticas seria feita. Segundo reportagem de Robson Bonin, a Polícia Federal encontrou no celular do tenente-coronel Mauro Cid, antigo ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, um documento detalhando o passo a passo do golpe. Intitulado Forças Armadas como poder moderador, o texto de três páginas previa, entre outras inconstitucionalidades, a nomeação pelos comandantes das Forças Armadas de um “interventor” no Judiciário, o afastamento de ministros do TSE vistos como contrários a Bolsonaro – Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, que seriam substituídos por André Mendonça, Nunes Marques e Dias Toffoli — e a convocação de novas eleições. Em mensagens recuperadas no celular de Cid, o coronel Jean Lawand Junior, subchefe do Estado-Maior do Exército, insiste que o ajudante de ordens convença Bolsonaro a “dar a ordem”, mas Cid diz que o chefe não confiava no Alto-Comando do Exército. (Veja)

Avaliação de crédito do Brasil melhora pela 1ª vez desde 2019

Sinais de maior certeza sobre a estabilidade da política fiscal e monetária, que podem beneficiar o crescimento do PIB. Essas são algumas das justificativas da S&P Global Ratings para alterar, de “estável” para “positiva”, a perspectiva da nota de crédito “BB-” do Brasil. É a primeira melhora feita pela agência de classificação de risco desde 2019. O rating indica se o emissor de um título de dívida é um bom ou mau pagador e quais as chances de um calote. A S&P também destacou que acredita em um equilíbrio de poder entre governo, Congresso e instituições para impedir a reversão de reformas implementadas desde 2016. Disse, porém, que pode fazer uma revisão de perspectiva para baixo caso haja uma estrutura política inadequada ou se a política econômica resultar em um crescimento limitado. Com o anúncio da S&P e a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter inalterada a taxa de juros nos EUA, entre 5% e 5,25%, o dólar caiu a R$ 4,80 e o Ibovespa fechou em alta de 1,99%. (Folha)

CPMI quer acesso ao celular de Jair Bolsonaro

Acesso ao celular de Jair Bolsonaro e seus aliados. É o que pede a CPMI sobre os atos de 8 de janeiro e, para isso, aprovou ontem requerimento para que a Polícia Federal (PF) compartilhe o resultado da análise feita no aparelho do ex-presidente apreendido na Operação Venire, que apura suspeita de fraude no cartão de vacinação dele e de sua filha. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid também poderão ter os dados de seus celulares acessados pelos parlamentares. A PF precisa responder aos pedidos e ainda não há garantia de que a comissão terá acesso às informações. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) é o autor do requerimento aprovado. Na justificativa, ele afirma que Bolsonaro usou as redes sociais como instrumento de desinformação e prática de atos ilícitos. “Nessa linha, é importante que tenhamos acesso a uma ferramenta que possibilitou essas postagens: o celular do ex-presidente.” (Globo)

União Brasil ameaça desembarcar do governo

Pressão total. É assim que a cúpula do União Brasil está agindo para garantir a substituição de Daniela Carneiro (UB-RJ) por Celso Sabino (UB-PA) no Ministério do Turismo. Se a troca não ocorrer, a legenda ameaça levar 50 dos seus 59 deputados federais para a oposição, conta Bela Megale. Parte desse total assinou um abaixo-assinado ontem, repudiando os ataques do marido de Daniela, o prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho (Republicanos-RJ), a Sabino e confirmando a preferência dele para o ministério. (Globo)