Oposição na Câmara sinaliza apoio ao fim da escala 6×1
A oposição na Câmara dos Deputados decidiu encampar o fim da escala 6x1, pauta que desponta como a principal aposta do governo Lula (PT) no Legislativo para este ano eleitoral. O movimento foi confirmado pelo líder do bloco, Cabo Gilberto Silva (PL), que ponderou, entretanto, que o apoio não será irrestrito. A estratégia da base opositora é propor a aprovação da medida em "termos próprios": a implementação da jornada 5x2, permitindo a realocação das horas da estrutura anterior. Para viabilizar esse consenso, Silva sugere agregar as quatro propostas que já tramitam na Casa em um texto único. O Executivo, por sua vez, também pretende enviar um projeto unificador logo após o Carnaval.
Pesquisa Meio Ideia: Brasil chega a 2026 dividido sobre a permanência de Lula
A pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13, revela um país dividido sobre a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto após as eleições deste ano. Questionados se o presidente merece continuar no cargo, 46,9% dos entrevistados responderam que sim, enquanto 50% disseram que não. Outros 3,1% afirmaram não saber. Para Mauricio Moura, fundador do Ideia, essa é a pergunta que melhor reflete o estado de espírito da disputa presidencial de 2026, expondo uma margem de manobra bastante estreita para as campanhas. "Aí tem uma notícia boa e uma ruim para o presidente Lula. A ruim é que ele terá que reconquistar esses 3%. A briga pelos 3% será fundamental. A notícia boa é que um presidente concorrendo à reeleição tende, naturalmente, a melhorar sua avaliação por questões de entrega e exposição. A notícia ruim é que, dessa vez, o teto de melhora é muito pequeno", analisa. Esse contingente equivale a um grupo de 4 a 5 milhões de eleitores.
Pesquisa Meio Ideia: Tarcísio é o mais competitivo contra Lula em 2026
Em um cenário ainda polarizado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como a principal alternativa da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. No primeiro turno, além de Tarcísio, nomes ligados ao bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentam desempenho relevante, mas apenas o governador paulista mantém competitividade em uma eventual disputa direta com o petista. Os dados são da primeira Pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13.
Em ano eleitoral, Planalto reduz ambições no Congresso e foca em duas pautas
“Ano que vem não é ano de inventar muita moda no Congresso. Não temos a ilusão de aprovar projetos de todo o tipo, apenas os extremamente necessários.” A frase saiu da boca do deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, durante um café da manhã com jornalistas nesta terça-feira. O fim da escala 6x1 e a tarifa zero no transporte público são a menina dos olhos do governo no ano de disputa presidencial. É nessas duas frentes que devem se concentrar a energia e o capital político do Planalto no Legislativo em 2026. Trata-se de uma aposta calculada em um Congresso que, como de praxe em ano eleitoral, anda em marcha lenta. Deputados medem cada passo, evitam votações espinhosas e fogem do risco de se queimar diante do eleitorado. Nesse ambiente de cautela, a relação deteriorada do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), funciona como mais um freio às ambições legislativas do Planalto. "Está ruim, a relação está ruim", confirma.
No novo relatório de Derrite, Planalto leva a melhor
Já era início da tarde quando parlamentares e assessores começaram a deixar a reunião de líderes comandada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta terça-feira. O encontro havia sido convocado para tentar aparar as arestas em torno do projeto de Lei Antifacção, rebatizado de marco legal do combate ao crime organizado. Àquela altura, porém, a porta se abria a cada poucos minutos: um a um, os deputados saíam da sala e declaravam que o consenso ainda estava longe de ser alcançado.
Análise: Alcolumbre, Rubio, CPMI do INSS, crise nos Correios, indicado de Lula ao STF
O Central Meio é a live diária do canal Meio no YouTube que analisa, em tempo real, os principais fatos da política brasileira e internacional. No programa desta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, a conversa entre os jornalistas Pedro Doria e Flávia Tavares e o cientista político Magno Karl passa pelo encontro nos EUA entre Mauro Vieira e Marco Rubio, as articulações de Davi Alcolumbre no Congresso, os desdobramentos da CPMI do INSS, a crise nos Correios e a expectativa em torno do indicado de Lula para a vaga de Barroso no STF, que deve ser anunciada ainda hoje. Quem traz os bastidores de Brasília é a repórter especial Giullia Chechia.
CPMI do INSS: e o jogo virou…
“O time entrou de salto alto, subestimou o adversário.” Há quase dois meses, foi o que disse o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), diante dos jornalistas em uma coletiva de imprensa no Senado. Ali, com a cara fechada e sem responder a muitas perguntas, foi direto ao assumir a culpa pela dupla derrota na recém-nascida Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS. Logo na primeira sessão, em 20 de agosto, o Planalto não conseguiu frear a oposição. O senador Carlos Viana (Podemos) conquistou a presidência com 17 votos, contra 13 dados a Omar Aziz (PSD-AM), o então favorito – apadrinhado pelo presidente Lula (PT) e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Eleito, indicou um relator também da oposição, o deputado Alfredo Gaspar (União). Ao admitir a falha de articulação, Rodrigues prometeu reorganizar a base governista para virar o jogo no qual o governo já entrava derrotado, numa partida requisitada pelo adversário.
PGR pede arquivamento de investigação contra Bolsonaro por fraude em cartão de vacina
No dia seguinte à decisão que tornou Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o arquivamento da investigação sobre uma possível fraude em certificados de vacinação contra a Covid-19, justificando a falta de evidências para sustentar a acusação. Entenda todos os detalhes neste episódio!
Os planos de Nunes
“Não tem coisa melhor do que o exercício da democracia. As pessoas têm o direito de se candidatar e de defender aquilo que acreditam.” Com essas palavras, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) comentou sobre a postura de Jair Bolsonaro (PL), que segue se posicionando como candidato à presidência nas eleições de 2026, apesar de sua inelegibilidade. Para o emedebista, embora Bolsonaro tenha seus direitos políticos cassados e enfrente a acusação de golpe de Estado — processo que começa a ser julgado nesta terça-feira, 25 —, o ex-presidente tem o direito de se manifestar. Nunes ainda questionou a legitimidade do Supremo Tribunal Federal (STF) para arbitrar o processo, argumentando que Bolsonaro não deveria ser julgado pela Corte, uma vez que “não tem foro privilegiado” por não ser mais presidente.