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Redação

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Foguete orbital europeu cai 30 segundos após lançamento

Um foguete europeu desenvolvido pela Isar Aerospace decolou neste domingo do Centro Espacial Andoya, na Noruega, e caiu apenas 30 segundos após o lançamento. A queda foi transmitida pelo YouTube da empresa. O voo de teste levou sete anos para ser feito e foi parte dos esforços para tornar a Europa um centro de lançamentos de satélites privados. Apesar do acidente, Daniel Metzler, presidente da empresa, disse que a decolagem “atendeu todas as nossas expectativas”. Ninguém ficou ferido e o foguete caiu no mar sem que a plataforma de lançamento fosse danificada. Curiosamente, Metzler disse, em entrevista coletiva antes do voo, que “ficaria feliz se voássemos apenas 30 segundos”. Segundo ele, esse período de tempo daria à equipe muitas informações necessárias para melhorar o veículo. Depois, Metzler lembrou que a SpaceX, de Elon Musk, primeira empresa privada a lançar um foguete no espaço, fracassou três vezes antes de ter sucesso. (New York Times)

Academia Brasileira de Letras perde dois imortais em poucas horas

Dois imortais da Academia Brasileira de Letras morreram no intervalo de um dia. Na sexta-feira, Heloisa Teixeira, décima mulher a entrar na ABL e que ocupou a cadeira 30, antes de Nélida Piñon, não resistiu a complicações de uma pneumonia e insuficiência respiratória aguda. A escritora, uma das principais pensadoras do feminismo e da poesia no país, tinha 85 anos. Recentemente, ela decidiu trocar o sobrenome do marido, Luiz Buarque de Hollanda, pelo de sua mãe. E ontem, Marcos Villaça, professor, advogado, jornalista, ensaísta, poeta e ex-presidente da ABL, morreu no Recife, de falência múltipla de órgão, também com 85 anos. (g1)

Ator Richard Chamberlain, galã dos anos 60, morre aos 90 anos

Richard Chamberlain morreu sábado, no Havaí, por complicações de um derrame. Ele tinha 90 anos e faria aniversário dois dias depois. O ator se tornou um sucesso instantâneo com a série Dr. Kildare, no ar de 1961 a 1966, que lhe rendeu um dos seus três Globos de Ouro. Depois vieram seis décadas brilhando no teatro, cinema e televisão. A maioria de seus papéis foi como protagonista em minisséries e em obras românticas, e por isso o ator não revelou publicamente que era homossexual até os 68 anos. Chamberlain temia que isso prejudicasse sua carreira – ele disse que fingiu ser outra pessoa durante grande parte de sua vida. Em autobiografia publicada em 2003, confessou ter sentido alívio ao reconhecer sua sexualidade. O ator foi indicado a quatro Emmys por sua atuação em Conde de Monte Cristo (1975), Shogun (1981), Os Pássaros Feridos (1983), e Wallenberg (1985). (CNN)

Ao menos 1.700 pessoas morrem no terremoto em Mianmar e país vive crise humanitária

O nível de devastação do terremoto em Mianmar é o maior do século na Ásia, dizem as autoridades. O tremor de 7,7 graus de magnitude aconteceu na sexta-feira e, desde então, já foram contabilizados 1,7 mil mortos. Segundo a ONU, as operações de ajuda humanitária estão sendo prejudicadas pelas estradas danificadas e pelo grande fluxo de pessoas feridas nos hospitais. As famílias estão sendo forçadas a cremar seus entes queridos na rua, já que os crematórios estão lotados, diz a Myanmar Now, agência de notícias local. A junta militar de Mianmar fez um apelo por ajuda internacional. Os vizinhos Índia, China e Tailândia enviaram recursos materiais e equipes. Malásia, Cingapura e Rússia fizeram o mesmo. Mianmar vive uma crise política desde que os militares derrubaram o governo eleito de Aung San Suu Kyi, em 2021, gerando protestos que se transformaram em rebelião armada. O regime perdeu o controle de grande parte do país, o que também dificulta a chegada de ajuda humanitária. Mais de 3 milhões de pessoas foram deslocadas pelos combates e quase 20 milhões estão passando necessidades. Diante da catástrofe, combatentes declararam um cessar-fogo de duas semanas nas regiões afetadas pelo terremoto, mas os militares continuaram com os ataques aéreos. (Guardian)

Porsche de R$ 1,5 milhão vira viatura da PF em Santa Catarina

Um carro Porsche 911 Turbo, veículo de luxo avaliado em R$ 1,5 milhão e que atinge 100km/h em menos de 3 segundos, agora faz parte da frota de viaturas da Polícia Federal em Santa Catarina. O carro foi apreendido em operação de junho de 2024 contra o tráfico e lavagem de dinheiro em Camboriú. A Justiça autorizou o uso como carro policial até que seja definido o seu destino. O veículo pertencia ao mafioso italiano Marco Cadeddu, preso no Brasil, quando vivia sob a falsa identidade de empresário. Na Itália, Cadeddu era condenado a 14 anos e seis meses de prisão por chefiar uma quadrilha responsável por traficar cocaína, haxixe e maconha do Marrocos para a Europa. A prisão aconteceu depois de meses de investigação da PF com a Interpol e apreendeu cerca de R$ 35 milhões em bens. O Supremo Tribunal Federal aceitou pedido da Itália para extraditar Cadeddu. Apesar da inclusão na frota, os agentes não usarão o veículo em operações cotidianas. Ele será empregado em exposições e ações educativas, para conscientizar a população sobre a importância do combate ao crime organizado, disse a corporação. (g1 e Metrópoles)

Moraes manda mulher que pintou estátua do STF com batom para prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a transferência para prisão domiciliar da cabelereira Débora Rodrigues, presa desde março de 2023 por pintar de batom a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, na porta do Supremo, e participar dos atos de 8 de janeiro. A mudança está condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica, proibição de redes sociais e de comunicação com outros investigados. Além disso, ela também não pode dar nenhuma entrevista. A decisão, atendendo a pedido da Procuradoria Geral da República feito nesta sexta-feira, considerou a conclusão das investigações pela Polícia Federal e a suspensão do julgamento, paralisado por pedido de vista do ministro Luiz Fux, que discorda da pena de 14 anos por crimes como dano qualificado ao patrimônio tombado e associação criminosa armada. Débora também deve pagar multa de R$ 50 mil e participar de uma indenização coletiva de R$ 30 milhões, a ser dividida entre os condenados. O descumprimento das medidas resultará no retorno ao regime fechado e perda de dias remidos. O caso aguarda votos de Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin para conclusão. Para justificar a aceitação do pedido da PGR, Moraes – que votou pela pena de 14 anos, assim como o ministro Flávio Dino – destacou que “a ré não pode ser prejudicada pela interrupção do julgamento”. (CNN Brasil)

PF quer gerar biocombustível feito com maconha apreendida em operações

A Polícia Federal apresentou em Belém (PA) um projeto para gerar biocombustível a partir da maconha apreendida em operações. O estudo, iniciado há dois anos, teve apoio das universidades federais do Pará (UFPA) e de Santa Catarina (UFSC). O Projeto Cannabiocombustível ainda está em fase inicial e é desenvolvido no Laboratório da Superintendência da Polícia Federal. O processo gera um biocarvão altamente poroso, que pode ser utilizado como fertilizante ou na despoluição de águas residuais. Além de gerar economia para a administração pública e esvaziar os locais de armazenamento das apreensões, o experimento busca gerar energia renovável na cidade, que sediará em novembro a COP30. (UOL)

Aneel mantém bandeira tarifária verde, mas deve mudar para amarela em maio

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária continuará verde em abril, sem cobrança extra na conta de luz. É o quinto mês consecutivo com alívio para o bolso do consumidor. Segundo o órgão, mesmo com o fim do período chuvoso e a transição para a estação seca, os reservatórios seguem em níveis estáveis, o que mantém a geração hidrelétrica dentro do planejado. O cenário, no entanto, pode mudar já em maio. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) vem projetando a volta da bandeira amarela em todos os cenários avaliados, impulsionada pela piora nas previsões de chuva e pelo risco hidrológico. (Meio)

Bolsa fecha em queda e acumula semana negativa; dólar volta a subir

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com recuo de 0,94%, aos 131.902 pontos, pressionado por um movimento de realização de lucros e pela cautela externa diante dos dados de inflação nos EUA. Com isso, o principal índice da B3 teve sua primeira semana negativa após três de alta, acumulando perda de 0,33%. No câmbio, o dólar comercial subiu 0,13%, a R$ 5,76. Além da inflação americana, os investidores digeriram uma bateria de dados no Brasil, como a taxa de desocupação, que subiu para 6,8%, mas o Caged, ao mesmo tempo, surpreendeu positivamente com a criação de 432 mil vagas formais em fevereiro, recorde da série histórica. Em contrapartida, a dívida pública federal aumentou 3,3% em fevereiro, chegando a R$ 7,49 trilhões. Em Nova York, os índices fecharam em queda firme, em compasso de espera até quarta-feira, quando Donald Trump apresentará novas tarifas mundiais. Nasdaq caiu 2,61%, S&P 500 recuou 1,97% e Dow Jones perdeu 1,69%. (InfoMoney)

Anatel intensifica análise sobre expansão da Starlink no Brasil por riscos geopolíticos

A Anatel está avaliando com cautela o pedido da Starlink para lançar mais 7,5 mil satélites no Brasil, o que aumentaria significativamente a presença da empresa de Elon Musk no espaço aéreo nacional. Atualmente com 4,4 mil satélites em operação no país e cerca de 300 mil usuários, o equivalente a 58,6% do mercado de internet via satélite, a companhia enfrenta resistência por potenciais riscos à soberania digital, à segurança cibernética e ao cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O temor é que, com a operação independente das redes nacionais, o tráfego de dados brasileiros fique fora do alcance da regulação da Anatel. As preocupações da agência cresceram em 2024, especialmente após o embate entre Musk e o STF, que envolveu a suspensão temporária do X no Brasil. Neste mês, o conselheiro Alexandre Freire pediu pareceres técnicos sobre os impactos geopolíticos e comerciais da ampliação da constelação de satélites. O processo de avaliação segue travado desde o fim de 2023. (Money Times)