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A novinha e os velhotes levam seus shows às telonas

Documentários sobre a última turnê de Billie Eilish e as cinco décadas de carreira do Iron Maiden estreiam nos cinemas. Fotos: Arturo Holmes / Getty Images via AFP e Dibyangshu Sarkar/AFP

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O melhor lugar para se assistir a um megashow é um estádio ou uma grande arena. Isso não se discute. Mas, na impossibilidade, uma enorme tela de cinema com som imersivo dá conta, como mostra a estrela do pop alternativo Billie Eilish — ela se acha indie, mas tudo bem. Para documentar sua mais recente turnê, a moça se uniu a um dos mais celebrados cineastas de Hollywood, James Titanic Cameron, e eles codirigiram Billie Eilish – HIT ME HARD AND SOFT: The Tour In 3D (com maiúsculas mesmo), proporcionando uma experiência imersiva no espetáculo e funcionando até para quem não é fã de Billie.

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Em maio de 1976, uma bandinha de rock pesado, fundada meses antes por um rapaz de 20 anos chamado Steve Harris, fez seu primeiro show em uma igreja — é sério — na periferia de Londres. Cinco décadas depois, e em plena atividade, o Iron Maiden segue como uma das mais importantes referências do heavy metal. Essa trajetória é retratada no documentário Iron Maiden – Burning Ambition, de Malcolm Venville, combinando imagens de arquivo raras, muito rock e depoimentos, tanto de integrantes da banda quanto de fãs célebres, como Lars Ulrich, do Metallica, e Tom Morello, do Rage Against de Machine.

O luso-canadense José Lourenço tomou para si, em sua estreia como cineasta, uma tarefa espinhosa: adaptar para o cinema, como comédia romântica nos dias atuais, o clássico Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, publicado em 1774 e que, supostamente, provocou uma onda de suicídios entre rapazes europeus. O resultado é (Quase) O Amor da Minha Vida, onde o citado jovem Werther (Douglas Booth) se apaixona por Charlotte (Alison Pill) e é correspondido. O problema é que a moça está noiva pelo rico Albert (Patrick J. Adams), que, para piorar, se torna amigo à primeira vista do protagonista. Werther, que de sofredor não tem nada, vai mover mundos e fundos para provar a Charlotte que seu amor é muito melhor que a fortuna de Albert.

Continuação do sucesso (no streaming) de 2021, Mortal Kombat II traz de volta às telas a ambientação do clássico videogame de lutas. Mais uma vez produzido por James Wan e dirigido por Simon McQuoid, o longa tem como protagonista Johnny Cage (o sempre eficiente Karl Urban), um decadente ator de filmes de ação levado a um lugar mágico onde guerreiros vão competir em lutas até a morte para impedir que o cruel Shao Khan destrua a Terra. Cage não sabe muito bem o que está fazendo ali já que, diferentemente dos demais competidores, seu único superpoder é, nas próprias palavras, “ser muito bonito”. Mas ele é um ator, vai improvisar algo.

O que fazer quando se é jovem e não se tem, ao que tudo indica, uma longa vida pela frente? Esse é o dilema apresentado por Nino de Sexta a Segunda, escrito e dirigido por Pauline Loquès. O protagonista, um rapaz parisiense vivido por Théodore Pellerin, recebe na sexta-feira um devastador diagnóstico de câncer, começando o tratamento na semana seguinte. Toda a história se passa nos dias entre um acontecimento e o outro, acompanhando a maneira como ele, sua família e seus amigos lidam com a sombra que a doença joga sobre sua vida.

Djin Sganzerla estrela e dirige o thriller Eclipse, fazendo o papel de Cleo, uma astrônoma grávida e em profunda fragilidade emocional. É nesse momento que ela recebe a visita de Nalu (Lian Gaia), sua meia-irmã indígena, o que desperta lembranças sombrias do passado. Mas talvez as intenções da irmã não sejam as melhores.

Também lidando com família há o francês Era Uma Vez Minha Mãe, de Ken Scott. Leïla Bekhti é Esther, uma mulher que, em 1963, dá à luz um menino, Roland, nascido com uma deformidade nos pés que, segundo os médicos, o impedirá de andar. Ao longo dos anos, Esther não vai medir esforços para que o filho tenha uma vida normal. Mas, conforme Roland chega à idade adulta e constitui sua própria família, a superproteção da mãe passa a ser um estorvo, embora o amor entre os dois siga inalterado.

Para rir com uma premissa surreal, há Ovelhas Detetives, de Kyle Balda. Hugh Jackman vive um pastor que, além de cuidar com desvelo de seu rebanho, adora ler para as ovelhas histórias de mistério, mesmo sabendo que elas não entendem o que ele diz. Só que elas entendem e, quando o pastor é assassinado, decidem botar em prática o que aprenderam nos livros para resolverem o crime, já que o policial da cidadezinha é de uma incompetência dolorosa.

Gabriel Santana vive o rapper Hungria Hip Hop na cinebiografia Hungria – A Escolha de um Sonho, de Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira. O filme acompanha o artista desde a juventude pobre no entorno do Distrito Federal até a explosão que o levou a palcos como o do Rock In Rio.

Se existe uma área na qual a tradição escravocrata brasileira ainda se faz muito presente, é no trabalho doméstico profissional. Esse é o tema do documentário Aqui Não Entra Luz, de Karoline Maia, ela própria filha de uma empregada doméstica. São histórias de abuso (às vezes violência), exploração e uma desigualdade que deveria envergonhar qualquer povo minimamente civilizado.

Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)

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