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Spielberg volta a olhar para o espaço

A “possessão” alienígena de Emily Blunt ao vivo e a cores põe em movimento a trama de “Dia D”. Foto: Divulgação

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Steven Spielberg nos brinda com espetáculos sobre a possibilidade de vida inteligente fora da Terra desde o obrigatório Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de 1977. Quase cinco décadas depois, ele volta ao tema com Dia D principal estreia desta quinta-feira. Emily Blunt, sempre perfeita, faz Margaret Fairchild, a moça do tempo de um telejornal, que, em uma transmissão ao vivo, é “possuída” por uma força extraterrestre e começa a falar numa linguagem de cliques e sons ininteligíveis. Entre as poucas pessoas que compreendem o que aconteceu está o especialista em cybersegurança Daniel Kellner (Josh O’Connor), que trabalhou durante anos para o governo escondendo informações sobre alienígenas. Ele decide então revelar todos os segredos que guardou sobre o assunto, ao mesmo tempo em que fenômenos paranormais acontecem em diversas partes do mundo e agentes do governo tentam de todas as formas impedir que o público saiba o que está acontecendo.

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Da fantasia espacial para a dura realidade brasileira, Criadas, escrito e dirigido por Carol Rodrigues, discute as distinções de classe e etnia dentro de um mesmo grupo. Sandra (Mawusi Tulani) e Mariana (Ana Flavia Cavalcanti) são primas que cresceram juntas em realidades muito diferentes. Sandra é preta como a mãe, que trabalhou durante anos como empregada para a prima, mãe de Mariana, ambas pardas e com um nível socioeconômico mais elevado. No presente, Mariana vive na casa e Sandra a procura querendo uma fotografia da mãe e trazendo à tona todas as tensões do passado.

O Afinador, de Daniel Roher, é, a exemplo de Breaking Bad, uma história que só poderia se passar nos Estados Unidos, único país desenvolvido sem um sistema eficiente de saúde pública. Leo Woodall vive Niki, um aprendiz de afinador de pianos com uma característica auditiva peculiar: tem uma audição perfeita, capaz de diferenciar qualquer nota musical e identificar ruídos imperceptíveis, ao mesmo tempo em que sofre com uma fobia intensa a sons altos. Quando seu mentor Harry (Dustin Hoffman) adoece e não tem como pagar os custos extorsivos dos hospitais americanos, Niki passa a usar seu talento para abrir cofres, envolvendo-se com criminosos perigosos e colocando todos a sua volta em risco.

Mundialmente famoso por cometer um dos piores solos de guitarra de todos os tempos, Nick Jonas interpreta praticamente a si mesmo em Hit Para Dois, de John Carney. Ele é Danny Wilson, um ex-integrante de boy band que busca o sucesso como astro pop. Seu caminho se cruza com o de Rick (Paul Rudd), um músico talentoso, mas sem sorte, que toca em bandas de casamento, equivalente musical ao fundo do poço. Numa noite de jam, Rick mostra a Danny a canção especial que compôs, e qual não é sua surpresa meses depois quando o astro a lança como como se fosse o autor e chega ao topo das paradas. Até onde Rick irá para ter o crédito por seu talento?

Ainda na categoria ex-boy (girl) band, Halle “Ariel” Bailey estrela a comédia romântica de equívocos Eu & Você na Toscana, de Kat Coiro. Anna (Bailey) é uma jovem cozinheira negra desempregada que, num bar em Nova York, conhece o rico italiano Matteo (Lorenzo de Moor), que lhe fala da vila luxuosa e sem uso de sua família na Toscana. A garota tem então uma ideia inverossímil até para uma comédia romântica: viajar para a Itália e passar uma noite, sem autorização, na dita vila. Eis que a mãe de Matteo aparece e, numa sucessão de enganos, acredita que Anna é sua futura nora. Ela quer contar a verdade, mas ao mesmo tempo adora o acolhimento que recebe da família. Para complicar, vai se sentindo cada vez mais atraída pelo por Michael (Regé-Jean Page), o primo afro-italiano de Matteo — possivelmente escalado para não alienar a parcela racista do público americano.

Romance com um fundo político dá a tônica do espanhol 8 Décadas de Amor, escrito e dirigido por Julio Medem. Adela (Ana Rujas) e Octavio (Javier Rey) nascem no mesmo dia em 1931, mas em condições sociais distintas. Desde a infância se conhecem e sentem algo um pelo outro, mas com encontros e desencontros ao longo décadas. Seu amor episódico é marcado pela turbulenta história da Espanha ao longo do século 20, com a Guerra Civil, a brutal ditadura fascista de Francisco Franco, e redemocratização e a integração com a União Europeia.

Um relacionamento pode nascer do medo? Segundo Amor Apocalipse, de Anne Émond, sim. Adam (Patrick Hivon) é um sujeito gente boa, dono de um canil, querido por todos. Mas tem uma profunda fobia das mudanças climáticas, a chamada ecoansiedade, e, para atenuá-la, compra uma “lâmpada solar terapêutica”, que dá defeito. Ao ligar para a assistência técnica, é atendido por Tina (Piper Perabo), com quem começa a estabelecer uma relação, consolidada após uma tragédia climática real.

E fechando o pacote romancinho, temos a comédia brasileira Trago Seu Amor, de Claudia Castro. Mia (Giovanna Grigio) é uma bruxa com um poder curioso: fazer com que a última pessoa que o cliente beijou se apaixone pelo citado cliente. Para isso é preciso beijar a bruxa, mas caso o feitiço dê errado a pessoa se apaixona por Mia — ok, se apaixonar por Giovanna Grigio não é exatamente a coisa mais difícil do mundo. O problema acontece quando o alvo do cliente apaixonado é outra bruxa, e o feitiço acaba tendo um resultado inesperado.

Escrito e dirigido por Tuca Siqueira, o documentário Buenos Aires retrata o dia a dia dos moradores dessa cidade. Não a cosmopolita capital argentina, mas a cidadezinha no interior de Pernambuco batizada em sua homenagem. Por conta do nome, muitos moradores se acham argentinos, ensaiando um portunhol com sotaque nordestino e vestindo azul e branco nos jogos da seleção hermana. O que não agrada nem um pouco aos que vivem lá, mas se mantêm fiéis às cores do canarinho.

Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)

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