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China pode ultrapassar EUA na corrida por domínio da energia nuclear

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Para ler com calma. Processo que alimenta o Sol e outras estrelas, a fusão nuclear é uma fonte abundante e quase ilimitada de energia limpa, cuja produção na Terra tem sido um enorme desafio. Apesar de alguns países terem realizado reações de fusão, ninguém ainda conseguiu sustentá-las por tempo suficiente para que se tornassem uma fonte de energia no mundo real. Dominar essa tecnologia é uma promessa de riqueza e influência global, já que uma reação de fusão controlada libera cerca de 4 milhões de vezes mais energia do que queimar carvão, óleo ou gás, e quatro vezes mais do que a fissão, usada atualmente em usinas de energia nuclear.

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Os Estados Unidos, que sempre lideraram as pesquisas de fusão desde os anos 1950, agora se veem ameaçados pelos avanços tecnológicos e os investimentos da China. Enquanto o governo Biden gastou cerca de US$ 800 milhões por ano no setor, o governo chinês está investindo cerca de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão anualmente. A rapidez com que os asiáticos desenvolvem pesquisas e avanços também é surpreendente. A Energy Singularity, uma start-up de Xangai, construiu seu próprio tokamak (máquina cilíndrica onde ocorre a reação nuclear) em três anos de atividades, mais rápido do que qualquer outro reator já construído. Ele também é o único a ter usado ímãs avançados em um experimento de plasma. A companhia planeja construir um tokamak de segunda geração até 2027, e outro de terceira geração capaz de fornecer energia à rede antes de 2035. Enquanto isso, nos EUA, os tokamaks estão envelhecendo e os pesquisadores dependem das máquinas de seus aliados no Japão, Europa e Reino Unido. (CNN)

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