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Meio Ideia: Michelle Bolsonaro é o preço que Tarcísio terá de pagar para disputar 2026?

A primeira pesquisa do ano eleitoral está no ar, foi feita pelo Meio e pelo Instituto Ideia e traz o retrato inicial da corrida presidencial de 2026.

Meio Ideia: Tarcísio é o mais competitivo contra Lula

Prezadas leitoras, caros leitores —

Meio Ideia: Tarcísio é o mais competitivo contra Lula

No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem a CEO do Ideia, Cila Schulman, e o economista e fundador do instituto, Maurício Moura, para repercutir os números da primeira pesquisa eleitoral Meio Ideia.

ChatGPT Health, Lego inteligente e aspirador que sobe escada: os lançamentos de 2026

No Pedro+Cora do dia 13 de janeiro de 2026, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai falam sobre os lançamentos de tecnologia que já aconteceram em 2026. No papo, falam sobre a Consumer Eletronics Show, evento de tecnologia em Las Vegas que apresentou novos produtos da indústria tecnológica como robôs aspiradores que sobem escada, anéis fitness, Legos inteligentes e até o novo modelo de linguagem do ChatGPT.

Pesquisa Meio Ideia: Tarcísio é o mais competitivo contra Lula em 2026

Em um cenário ainda polarizado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como a principal alternativa da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. No primeiro turno, além de Tarcísio, nomes ligados ao bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentam desempenho relevante, mas apenas o governador paulista mantém competitividade em uma eventual disputa direta com o petista. Os dados são da primeira Pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13.

Meio Ideia: Tarcísio encosta em Lula no segundo turno

Fotos: Marina Uezima/Brazil Photo Press via AFP e Evaristo Sa/AFP

Primeira pesquisa eleitoral do ano, parceria do Meio e do Instituto Ideia, mostra o governador de São Paulo com 42,1% das intenções de votos no segundo turno, em empate técnico com o presidente, que lidera com 44,4%. Levantamento ainda aponta a segurança pública e a percepção da economia como os pontos fracos do governo no ano eleitoral. Enquanto reprime brutalmente manifestantes, regime do Irã admite negociar com os EUA. Exploração de petróleo venezuelano pode consumir 13% do orçamento de carbono global. Após vencer o Globo de Ouro, O Agente Secreto recebe mais três indicações de prêmios da crítica. E a Paramount processa a Warner por falta de dados e acordo de venda para a Netflix.

Meio Ideia: Tarcísio encosta em Lula no segundo turno

Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Tarcísio é o mais competitivo contra Lula em 2026, de acordo com o primeiro retrato da corrida presidencial deste ano, na pesquisa realizada pelo Meio e pelo Instituto Ideia, que vai ser feita mensalmente. Exploração de petróleo venezuelano pode consumir 13% do orçamento de carbono global. Irã diz estar preparado para guerra, mas quer negociar com EUA. E três mulheres vencem primeiro concurso literário do TikTok no Brasil.

Eleições presidenciais 2026: 3 vetores e 3 pontos percentuais

A primeira pesquisa do ano eleitoral de 2026, realizada pelo Meio Ideia com 2.000 entrevistas, revela três vetores que devem orientar a dinâmica eleitoral até outubro. O primeiro é a incapacidade do eleitor de apontar, a nove meses do pleito, um candidato preferido na pergunta espontânea. Sem estímulo, a maioria consegue citar apenas Lula (32%) e Jair Bolsonaro (9.5%), ainda que este último não possa concorrer. Isso indica não apenas que os nomes da oposição ainda não estão colocados, mas que os potenciais candidatos permanecem desconhecidos nacionalmente. No Brasil, onde o eleitor precisa chegar à urna já sabendo em quem votar, esse dado tem peso estrutural e mostra a desconexão entre imaginário da opinião pública e o varejo da política de Brasília.

Quem está certo no Irã?

Imagine a seguinte situação: você está tão cansado, tão exausto de um governo que sai às ruas todo dia para protestar. Agora, dobra isso. Imagine que sair às ruas para protestar seja um risco de vida. Literalmente a polícia, ou o Exército, pode matar você. Ou talvez pior. Você pode ser preso e levado para uma cadeia onde será barbaramente torturado sem que ninguém, nenhum amigo, nenhum familiar, tenha qualquer ideia de onde você está, se vivo ou morto. Estou falando de tortura do pior tipo. Da mais dolorosa. E, ainda assim, você segue escolhendo sair às ruas. Processou esta ideia? Imagine, então, que você é pai ou mãe. Que o líder máximo do seu governo foi à televisão e disse o seguinte: não deixe seus filhos irem às ruas. Se deixarem, não reclamem se o pior acontecer com eles. E, ainda assim, o povo segue tomando as ruas. Segue protestando. Segue pedindo a queda do governo. É isso que está acontecendo no Irã neste momento. A ideia de liberdade é abstrata até o instante que deixa de ser. A gente não tem essa experiência, no Brasil, há muito, muito tempo. Mas, para estas pessoas no Irã, a vida está tão insuportável que não dá mais. Esse “não dá mais” tem este peso: arriscar a vida, arriscar o nível máximo de sofrimento físico, é preferível a continuar como está. Sabe, são momentos assim da história que nos fazem lembrar que a luta por liberdade, que o anseio por liberdade, move povos a situações de limite. Como construir uma opinião a respeito do Irã? Se acreditamos na autodeterminação dos povos, então só há um caminho a seguir. Se o povo do Irã derrubar o regime dos aiatolás, se o povo conseguir derrubar a ditadura do Irã, então viva os iranianos. Eles estão tentando. Agora vamos para um teste muito, muito duro de resiliência. De um lado, o quanto um povo consegue aguentar de violência, de brutalidade, de morte, até ser posto de joelhos. Do outro, enquanto as pessoas com mais poder dentro do regime acreditam que seguirão capazes de se manterem no poder. Quem piscar primeiro, perde. É isso que a gente vai ver nos próximos dias. Nas próximas semanas. Agora, tem algumas coisas inéditas. A coalizão que está nas ruas é totalmente diferente de todos os protestos, no Irã, neste século. São muito mais grupos sociais, pela primeira vez juntos. A ditadura dos aiatolás também nunca esteve tão frágil militarmente. É, igualmente, a primeira vez em que há um clamor visível pelo retorno do xá, o antigo rei, nas ruas do Irã. Não é que isto seja bom ou seja mal. É o que é, e é muito diferente do que foi. Mas, fundamentalmente, é importante não esquecer de um ponto, um único ponto crucial. A estimativa das organizações de direitos humanos é de que já morreram pelo menos 500 pessoas. E, ainda assim, as pessoas continuam enchendo as ruas. A gente precisa respeitar isso. A alternativa é, de longe, acreditar que nós estamos entendendo melhor o que acontece no Irã do que os próprios iranianos. A alternativa é considerar que sabemos melhor o que serve aos iranianos do que eles. É de uma prepotência inimaginável. Então, vem cá, quem está nas ruas? E por que o regime dos aiatolás está mais fraco do que jamais esteve? O que mudou desde a última onda de protestos, em 2022, para cá? Vem comigo, vamos dissecar esse jogo. Primeira coisa a entender, por que o regime está mais fraco? Bem, após o desmanche do Iraque pelos americanos, os aiatolás estenderam forte sua influência militar no Oriente Médio. Já tinham laços fora do país, reforçaram. Mantinham o Hizbolá, dentro do Líbano, o Hamas, em Gaza, e outros grupos. Isso garantia ao país, essencialmente, um nível altíssimo de controle sobre estes dois territórios. Além disso, estava também lá a ameaça nuclear. Em 2025, tudo mudou. Israel decepou a liderança do Hizbolá e e um bom naco da do Hamas. Israel também promoveu assassinatos seletivos de inúmeros líderes da Guarda Revolucionária, o principal braço armado do regime iraniano. Os americanos bombardearam pesado instalações nucleares dentro do país. O poder que o Irã tinha sobre a região simplesmente desapareceu. Sua capacidade de impor instabilidade não tem, nem de longe, o alcance que teve. Internamente, isso tem peso. Porque o povo olha para o regime com a compreensão de que ele está mais fraco. As revoltas populares no Irã são recorrentes. Em 2009, foi por conta da fraude eleitoral que tirou a vitória do candidato à presidência Mir Hossein Mousavi. Foi a Onda Verde. Quem foi pras ruas? A classe média cosmopolita de Teerã. Porque isso é importante de compreender sobre o Irã. O país é divido mais ou menos entre alguns grandes centros urbanos. A capital, gigante, com um quarto da população do país, aí Mashaad, Isfahan, Karahj, Shiraz e Tabriz. A cidade de Shiraz, aliás, diz a lenda que é a origem da uva Sirah. Estas grandes cidades têm uma população cosmopolita e com altíssimo nível educacional. Há mais mulheres do que homens com curso superior, no Irã. Estamos falando de uma das quatro civilizações da Antiguidade com histórico contínuo de produção artística e científica. Irã, Índia, China, Grécia. É um país sofisticado, que tem história de um período democrático no século 20. Essa classe média altamente educada foi às ruas em 2009 e, depois, em 2022. Essas são as passeatas do hijab, contra a polícia religiosa, a basij, que estava prendendo e torturando mulheres que permitissem um chumaço de cabelo escorregando para fora do véu. Entre 2017 e 2019, houve outra onda de protestos. Esta pegou comerciantes e trabalhadores mais pobres, inclusive no interior. O Irã é muito desigual. Esse interior é bastante pobre, com índices baixíssimos de educação formal. O motivo? Crise econômica. Foram protestos fragmentados, espalhados, pequenos em número de pessoas, mas em muitos lugares diferentes. O que está acontecendo agora é que juntou todo mundo. O Rial, a moeda do Irã, foi muito desvalorizada em dezembro. Há seca no país e escassez de produtos nos supermercados. O comércio não está vendendo nada. Então estão todos estes grupos nas ruas. A classe média cosmopolita e educada, a classe trabalhadora pobre e com pouca educação, a elite comercial que é muito importante. E, temos indícios, o baixo clero. Os clérigos que não têm acesso aos líderes de Qom, a cidade dos aiatolás. Nesse baixo clero, veem os aiatolás como uma elite corrupta que se distanciou dos verdadeiros valores da religião. Veja, estes grupos querem coisas muito diferentes e esse movimento revolucionário não tem um líder claro. Talvez seja por isso que, nos protestos iranianos, pela primeira vez se ouça cânticos e slogans clamando pelo retorno do xá Reza Pahlavi, que é o filho do antigo xá, derrubado pela Revolução Islâmica. Nada é dado, tá? Muita coisa diferente pode acontecer. Não é absurda a ideia de que a Guarda Revolucionária chute para fora os aiatolás, isso de alguma forma satisfaça a população, e feche numa ditadura diferente. Uma ditadura militar. Pode terminar numa solução espanhola. Põe o xá como chefe de Estado, numa solução que traz algum tipo de líder consensual simbólico, e vai pruma democracia constitucional. Pode ser que a matança siga e os aiatolás continuem no poder. Muita coisa pode acontecer. Mas, sabe, nessa história em particular só tem um lado no qual se deve estar. É o lado do povo iraniano que está arriscando muito. Que está arriscando tudo.

Brasil leva dois Globos de Ouro com O Agente Secreto; Protestos escalam no Irã

No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e o colunista do Meio e cientista político Christian Lynch comentam a vitória de O Agente Secreto, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, em duas categorias no Globo de Ouro: melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama para Wagner Moura. Em seguida, o assunto é a escalada dos protestos no Irã, com pelo menos 500 mortes nos últimos dias.