O Brasil velado em ‘O Agente Secreto’

Um bom filme não precisa escancarar a realidade nua e crua, chocando e provocando fortes emoções no público. Pode fazê-lo, mas não é o único caminho. Com perspicácia e sensibilidade, é possível dizer tudo isso e muito mais, sem necessariamente ter de dizer. Kleber Mendonça Filho reconta um naco de nossa história sob o ponto de vista do Brasil velado em seu novo filme O Agente Secreto, premiado no Festival de Cannes, representante brasileiro no próximo Oscar, e que estreia no circuito nacional de cinemas em 6 de novembro. Com enredo se passando na Recife de 1977, em pleno regime militar, é fácil para o espectador pensar, à primeira vista, que a película trata da ditadura, que teve fim apenas em 1985. Mas observando com cuidado, desvela-se um Brasil tão atual que assusta. O diretor e roteirista diz muito sobre isso ao longo da obra, sem precisar falar escancaradamente. Aliás, o termo “ditadura” não é dito uma única vez ao longo das quase três horas de filme.
Só fascistas apoiam a ação no Rio?

A Operação que resultou em 121 mortos no Rio de Janeiro foi chacina. O vídeo questiona a ideia de que todo apoio à operação vem de “fascistas” e contextualiza o aplauso pelo ângulo do desespero: medo diário, “lei” do fuzil, Estado ausente. Em vez de vingança com uniforme, a proposta é segurança pública com direitos e resultado: investigação independente, controle das polícias, inteligência contra milícia e ocupação social de território. Menos pose, mais política que salva vidas — e a pergunta final: o que faria segurança virar rotina no seu bairro amanhã?
Edição de Sábado: Na linha de tiro

Era só mais uma inspeção de rotina. Em novembro de 2020, um ônibus foi parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na altura de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. O asfalto quente, o entra e sai de passageiros, o cheiro de diesel, nada indicava que ali começaria uma das maiores investigações sobre tráfico internacional de armas do país. Entre as cargas comuns, 23 pistolas, dois fuzis, carregadores e munições.
Resposta ao hate sobre a operação no RJ
Não poderia ser diferente. A operação da polícia mais letal do Rio de Janeiro, com pelo menos 121 mortos, precisava de ser tema do nosso Ponto de Partida React desta sexta-feira (31). Apesar da data, não é o Halloween que assusta, mas sim a violência.
Governadores de direita anunciam consório de segurança após operação no Rio de Janeiro

Após a operação policial mais letal da história do Brasil, o governador do Rio, Cláudio Castro, anunciou a criação de um “consórcio da paz” com governadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A ideia é integrar ações no combate ao crime organizado. No Central Meio de 31 de outubro de 2025 a jornalista Flávia Tavares conversa com o cientista político e diretor executivo do Livres, Magno Karl, sobre a iniciativa.
O maior Galo de todos os tempos (1976-1987)

A partir de meados da década de 1970, o Atlético Mineiro consolidou aquela que seria a geração mais encantadora de sua história. Reinaldo, Cerezo, Danival, Paulo Isidoro, Marcelo e, depois, Luizinho, Éder, Nelinho foram os grandes destaques daquele time. Nesse período, o Galo venceu 10 de 12 campeonatos mineiros. Venceu os torneios de Berna, Bilbao, Paris, Amsterdã e Vigo, em uma época em que esses torneios eram bem mais valorizados que hoje. Foi o recordista de pontos no Campeonato Brasileiro. Chegou a várias semifinais e duas finais do Brasileirão, mas não coroou o seu brilhantismo com um título nacional ou internacional oficial. Este episódio do Meio de Campo analisa uma partida pouco conhecida desse Galo, uma vitória de 3 x 1 sobre a Seleção Francesa que havia acabado de empatar com o Brasil no Maracanã.
Governadores de direita anunciam consórcio de segurança

Em oposição à PEC da Segurança Pública, defendida pelo governo federal, grupo, que congrega seis estados, funcionará com compartilhamento de inteligência, equipamentos e efetivos. No Rio, a polícia tem indícios de vazamento da operação contra o Comando Vermelho que terminou com 121 mortos. Amazônia tem a menor taxa de desmatamento em 11 anos, apontam dados do Inpe. WhatsApp vai facilitar aos usuários a recuperação de backups criptografados. E confira as dicas da agenda cultural para o fim de semana em São Paulo e no Rio.
Manguezal no Rio e Lia Rodrigues em SP: as boas do fim de semana
No CCBB, acaba de abrir Manguezal, exposição que explora o bioma a partir de diferentes pontos de vistas artísticos com 50 trabalhos de 25 artistas que retratam o Brasil de diferentes gerações como Lasar Segall, Hélio Oiticica, Uýra Sodoma, Ayrson Heráclito, Celeida Tostes e Frans Post. A curadoria é de Marcelo Campos.
Governadores de direita anunciam ‘consórcio’ de segurança
Polícia sabia de vazamento da Operação Contenção no Rio horas antes do início, aponta documento. Desmatamento na Amazônia é o menor em 11 anos, segundo Inpe. Hugo Motta diz que PEC da Segurança Pública será votada este ano. 23% dos provedores brasileiros podem virar clandestinos com nova regra da Anatel. E Netflix lança segundo trailer da última temporada de ‘Stranger Things’. Essas e outras notícias, você escuta No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum.
Violência, crimes e medo nas grandes cidades

Você se sente inseguro ao circular onde mora? No episódio 7 do Dou-lhe Duas, Flávia Tavares e Pietra Príncipe conversam sobre a megaoperação que aconteceu no Rio de Janeiro e o impacto emocional de acompanhar um dia a dia de violência. Em uma conversa sensível, elas falam sobre vulnerabilidade, rotina e esse temor constante que muitos brasileiros carregam.


