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Qual o melhor? Descubra as principais diferenças entre o ChatGPT, Gemini e Claude

No Pedro+Cora do dia 3 de fevereiro de 2026, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai falam sobre as inteligências artificiais que mais usam diariamente e a diferença entre elas. No papo, falam sobre o valor das assinaturas para ter a versão pro do GPT, Gemini e Claude, como aproveitar ao máximo esse tipo de modelo de linguagem para realizar e gerenciar tarefas dentro de seus dispositivos e dicas de qual IA usar a partir do que usuário deseja executar.O Livro da Cora: “O toldo vermelho de Bolonha”, de John Berger

Fachin escolhe Cármen para relatar código de conduta do STF

Fotos: Gustavo Moreno e Rosinei Coutinho/STF

Na abertura dos trabalhos do Judiciário, a ministra do Supremo mandou recados aos colegas, cobrando “decisões claras e transparentes” para garantir a confiança da sociedade. Alexandre de Moraes converte em medidas restritivas a prisão de dois militares envolvidos na trama golpista. Anvisa aprova uso da semaglutida para redução do risco de eventos cardiovasculares. O último show da turnê Tempo Rei de Gilberto Gil ganhará transmissão em horário nobre na TV. Musk mandou equipe da xAI produzir material sexualizado para aumentar a popularidade do Grok.

Cármen Lúcia será relatora de Código de Ética do STF, diz Fachin

Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Fachin anuncia Carmen Lúcia como relatora de Código de Ética do STF. Índice de jovens que conclui Ensino Médio sabendo matemática básica diminuiu no Brasil. Hospital realiza primeiro transplante de rosto com doadora que pediu eutanásia. Falha permitiu que qualquer pessoa assumisse agente de IA no Moltbook. Focus reduz projeção de inflação para 2026. E trailer de ‘Michael’ narra ascensão de astro infantil ao Rei do Pop.

O buraco do Master é fundo

Vocês já entenderam o tamanho do problema que é o Banco Master? Eu acho que talvez não, tá? A maioria do Brasil ainda não percebeu o tamanho do buraco. O ministro Edson Fachin abriu hoje o ano do Judiciário. De presto, indicou que a ministra Cármen Lúcia será responsável por construir um código de ética. Enquanto isso, outro ministro, José Antonio Dias Toffoli, segue responsável pelo caso do Banco Master. Mais antiético, impossível. Os irmãos de Toffoli, que vivem de forma muito humilde, são sócios indiretos de Daniel Vorcaro, do Master, num resort milionário. Toffoli ele próprio, frequenta o resort de jatinho e helicóptero. Apesar de que donos, donos mesmo, eram seus irmãos. Que não frequentam o resort. A gente não sabe, do conto do Master, a metade. Por quê? Porque Toffoli declarou sigilo máximo. Mas vamos dissecar aqui. Ele é o juiz e está envolvido. Como também está o ministro Alexandre de Morais. A mulher de Alexandre fechou, com o Master, um dos mais valiosos contratos da história dos escritórios de advocacia do Brasil. Mas calma. Não fica aí. Toffoli abriu este sigilo para o presidente do Senado, David Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. Por quê? Ninguém sabe. Mas o presidente do Senado tem acesso a detalhes da investigação sobre a fraude do banco que outros ministros do Supremo não têm. Por quê? Olha, o Fundo de Previdência dos Servidores do Amapá aplicou cerca de 400 milhões de reais no Master. Perdeu tudo. Por que fez esse investimento num banco que a Faria Lima inteira sabia que era sujo e ia dar problema? Por incompetência? Ou tinha algum esquema? Só o Rio de Janeiro jogou mais dinheiro fora no Master. Mas, se você comparar a economia de um estado e do outro, nada é pior do que o Amapá. E Alcolumbre é um dos raros sujeitos em Brasília que sabe como está realmente a investigação. Não para. Ciro Nogueira. O senador, presidente do Progressistas. Que, como ministro da Casa Civil, mandava no Palácio do Planalto de Jair Bolsonaro. Pois então. Nogueira apresentou, no Senado, uma proposta para aumentar o Fundo Garantidor de Créditos. Esse fundo, o FGC, é um dinheiro que todos os bancos são obrigados a manter lá no Banco Central. Quando um banco qualquer fecha as portas, o FGC indeniza os correntistas até um certo limite. Hoje, 250 mil. Ciro quis muito, junto com Alcolumbre, aumentar esse valor pra um milhão. Ia ser um baita prejuízo para todo mundo, menos para, ora, quem estava com medo de terminar pendurado. Quando tentaram articular isso, em 2024, não rolou. Alguém tem dúvidas de para quem Ciro estava trabalhando? Eu poderia citar Antonio Rueda, gente, o presidente do União Brasil, seus jatinhos e a relação dos seus jatinhos com o dono do Master. Mas aí não daria tempo para falarmos do PT e de como o Banco Master chega, agora, na Casa Civil de Lula. Ou, ao menos, muito perto dela. De como chega, também, na liderança do governo no Senado. Vem comigo porque a história é longa. Em 2018, o hoje ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, era governador da Bahia. O hoje líder do governo no Senado, Jacques Wagner, era secretário de Desenvolvimento Econômico de Rui. Wagner privatizou, nesta época, a EBAL, Empresa Baiana de Alimentos. O principal produto dessa estatal era um cartão de crédito, o CredCesta, que permitia aos funcionários públicos do estado fazerem compras e a fatura era paga descontando-se diretamente da folha. É tipo um empréstimo consignado, só que via cartão de crédito. Pois bem. Quem comprou a empresa foi um empresário chamado Guga Lima que, ora, era sócio de Daniel Vorcaro. Dono do Master. Foi com o CredCesta que a gigantesca fraude bancária do Master começou. Porque, ali, estava um vínculo com garantia de crédito, dada pelo governo baiano via a folha salarial dos funcionários, que gerou a crescente bola de neve que nos trouxe até aqui. Nós sabemos que foi graças a um pedido de Jaques Wagner, que o ex-ministro da Fazenda de Dilma, Guido Mantega, terminou funcionário de Vorcaro ao módico salário de um milhão por mês. E, nessa toada, foi Mantega com Rui Costa que conseguiu costurar um encontro de Vorcaro com o presidente Lula. Veja, para ser bem claro: não há qualquer indício de que Lula tenha feito qualquer coisa por Vorcaro. Nenhum. Como não há, por enquanto, qualquer indício de que Jair Bolsonaro ou qualquer pré-candidato à presidência tenha relações diretas com o Master. Zero. Há uma relação indireta, via Fabiano Zettel, pastor, outro dos ex-sócios de Vorcaro, que comprou dos irmãos de Toffoli parte do resort Tayayá. Aquele, que Toffoli frequenta mas não é dele. Zettel foi doador da campanha de Tarcísio e de Bolsonaro. A gente pode ir além e além e além. Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master. Foi posto no cargo quando? Janeiro de 2022. Adivinha o que havia acontecido em janeiro de 22? Começou o governo Lula. Gala, ora, próximo de meio ministério da Fazenda. De novo, importante ressaltar: o ministro Fernando Haddad é um que circula alertando para o problema do Master faz um tempo. Não tem nada a ver com a turma do PT baiano, que fez negócios ativamente com o Master. O método de Vorcaro sempre foi esse: sair embrenhando no esquema, pagando dinheiro alto, todo mundo que conseguisse para, assim, abrir as portas do poder. Quem quis fazer negócios e estava próximo do governo Bolsonaro, conseguiu. Quem quis fazer negócios e estava próximo do governo Lula, conseguiu. Quem quis fazer negócios e estava próximo do Supremo, conseguiu. Quem quis fazer e era ligado ao Senado, aos governos estaduais, a municípios mais ricos. Todo mundo conseguiu e, no meio desse lamaçal, muita gente abriu portas de gente mais poderosa. Não escapa ninguém. Vorcaro se meteu como pode no Estado brasileiro e as defesas do Estado são tão baixas que ele entrou. Não temos controles. Foram desmontados. E a gente tem as instituições funcionando aos trancos e barrancos. O procurador-geral da República protege Toffoli, Toffoli protege Vorcaro, o Supremo está travado, o Senado também, enquanto ao menos a Polícia Federal ainda vai trabalhando. Essa bomba vai explodir. E, se tudo der certo, uma CPI lá dentro do Senado vai trazer a público muita coisa. Lula está planejando fazer uma campanha dizendo que o problema do Brasil é o sistema. Na versão petista, o sistema é a Faria Lima, é o setor financeiro. Se depender do ministro Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação de campanha, não vai ter Lulinha Paz e Amor, vai ser aquele Lula populista “a culpa é das elites”. O fato de que meia elite está dentro do partido dele é só um detalhe. Flávio Bolsonaro, ora, vai ser outro candidato que deseja ser anti-sistema, porque dizer que a culpa é do sistema é só o que a família sabe fazer. E o sistema? O sistema é a democracia. O sistema é o Estado. Que, sim, pós-Dilma, pós-Lava Jato, pós-Bolsonaro, pós-tomada do Centrão, piorou. Ficou mais disfuncional. Some a crise econômica seguida da crise de confiança seguida do sufocamento dos meios de controle e dois governos muito ineptos, temos um Estado com mais espaço de corrupção do que havia. Temos um Supremo mais politizado do que havia. E a gente ainda sofreu uma tentativa de golpe. Se Lula e Flávio Bolsonaro fizerem uma campanha contra o sistema, como parece que será, vão ser os dois líderes das pesquisas dizendo que o Brasil não funciona. É uma mensagem bem perigosa num momento de tanta fragilidade. Porque, embora impopular e sem o apelo populista, a verdade é que aos trancos e barrancos o Estado ainda funciona. Apesar de Toffoli, apesar de Alexandre, apesar do PT baiano, apesar do presidente do Senado, apesar dos presidentes de Progressistas e do União Brasil, apesar de tudo, o Master foi liquidado, há uma CPI no Senado, a Polícia Federal está investigando pesado e, veja só, a imprensa segue apurando e publicando. A notícia é que o Brasil vai mal. A notícia é, também, que apesar de mal ainda temos uma democracia. E esta democracia é transparente o suficiente para mostrar onde estão os pedaços podres. Isto é uma vitória. Não é o momento de fazer campanha eleitoral jogando nossa democracia no lixo. Quem faz campanha anti-sistema está fazendo exatamente isso.

Brasileiro é moderado – à esquerda e à direita – e mais nacionalista que cosmopolita

No Central Meio de hoje, Luiza Silvestrini, Pedro Doria e Christian Lynch conversam sobre o perfil ideológico dos brasileiros, mapeado na pesquisa Meio/Ideia. O levantamento indica que 59% são de direita, 34%, de esquerda. O centro existe, mas não chega a 7%. Somos um povo que olha mais para dentro do que para fora — 60% de nacionalistas, 40% de cosmopolitas. Mas não somos radicais, esses mal passam dos 10%. No todo, 89% se distribuem por ideologias moderadas.

Bom conselho

Toffoli mandou PF buscar ‘contradições’ em depoimento do BC

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Orientações passadas por escrito indicam que o ministro buscava elementos que sustentassem a tese de que o BC agiu precipitadamente ao liquidar o banco. O gabinete de Toffoli nega irregularidade. Israel reabre ligação entre o Egito e Faixa de Gaza, mas proíbe atuação dos Médicos Sem Fronteiras no território palestino. Corinthians vence do Flamengo por 2 a 0 e é bicampeão da Supercopa do Brasil. Caetano Veloso e Maria Bethânia ganham o Grammy na categoria Música Global. E a Indonésia libera Grok após X prometer medidas para evitar geração de imagens falsas de nudez por IA.

Toffoli mandou PF buscar ‘contradições’ em depoimento do BC

O Brasil é capaz de proteger sua soberania e seus ativos nacionais?

A política internacional voltou a operar em um ambiente marcado pelo uso crescente da força, no qual potências como os Estados Unidos vêm adotando posturas cada vez mais agressivas, como evidenciam os casos da Venezuela e da Groenlândia. Nesse cenário, o Brasil tem capacidade de proteger seus interesses estratégicos, sua soberania e seus ativos nacionais? Neste Diálogos com a Inteligência, Christian Lynch recebe Rubens Barbosa, diplomata, ex-embaixador do Brasil em Washington e Londres e coautor do ensaio “Por uma agenda positiva para a Defesa Nacional”, publicado na mais recente edição da Insight Inteligência. Na pauta estão a instabilidade permanente da ordem internacional, o novo padrão de poder global, os principais riscos enfrentados pelo Brasil, os caminhos para superar a inércia na área de defesa, o equilíbrio entre diplomacia, multilateralismo e dissuasão e as prioridades estratégicas que o país precisa assumir nos próximos anos.1

Mudança no consumo de álcool atinge em cheio as mulheres

Alcoolismo feminino é o tema do filme “(Des)controle”, que ajuda a mostrar como a dependência se instala no cotidiano, e por que o assunto ainda vem cercado de estigma e julgamento. Dados recentes revelam o consumo pesado entre mulheres, que sofrem riscos concretos, como maior vulnerabilidade a violências. Na contramão, os jovens estão bebendo menos e aderindo mais à abstinência.