Bolsonaristas pagam para distribuir fake news via Face e Insta
Políticos estão aproveitando brechas deixadas pela Meta para impulsionar informações falsas sobre as eleições nas duas principais redes sociais da empresa, o Facebook e o Instagram, apesar da proibição explícita do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo levantamento do laboratório NetLab, ligado a UFRJ, entre o 26 de junho e 31 de julho foram veiculados 21 anúncios por políticos bolsonaristas, com custo individual entre R$ 100 e R$ 600, com desinformação sobre o sistema eleitoral. A Meta não tem regras proibindo explicitamente a disseminação de informações falsas sobre as eleições. (Globo)
Moraes vota contra benefício a condenados por improbidade
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou ontem contra o uso de nova e muito mais branda Lei de Improbidade Administrativa para anular os julgamentos de políticos e agentes públicos já condenados. Para ele, a lei só pode retroagir em casos que ainda estão tramitando na Justiça. Sancionada em outubro do ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), a regra atual exige comprovação de que o ato de improbidade foi intencional, eliminando as condenações por incompetência ou omissão. Para Moraes, mesmo nos processos em andamento, a análise da retroatividade da lei deve ser feita caso a caso, e os prazos de prescrição, reduzidos pela nova lei, não mudam. Único dos demais ministros a votar até agora, André Mendonça divergiu, admitindo que a lei mais branda beneficie condenados em determinadas situações e aplicando o prazo de prescrição menor. (g1)
Com medo de manifesto, Bolsonaro cancela ida à Fiesp
O presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou ontem a sabatina a que se submeteria na Fiesp e um jantar com empresários, que ele próprio havia marcado para o dia 11 de agosto. É a mesma data em que será divulgado um manifesto pró-democracia organizado pela entidade e de um ato na Faculdade de Direito da USP, cuja Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito! (íntegra) ultrapassou 700 mil assinaturas. Embora a desistência tenha sido atribuída a um problema de agenda, nos bastidores, a equipe de Bolsonaro avaliou que ele encontraria um ambiente desfavorável na Fiesp e se veria cobrado a assinar o manifesto da federação, como já fizeram Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Felipe D’Ávila (Novo). (CNN Brasil)
China entra em alerta militar com visita de Pelosi a Taiwan
A China colocou suas forças militares em alerta e iniciou exercícios com munição verdadeira nas águas em torno de Taiwan em resposta ao desembarque na capital, Taipé, da presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, e de uma comitiva de parlamentares. A visita acontece a despeito do conselho da Casa Branca para que ela evitasse a escala na ilha em sua viagem pela Ásia. Na semana passada, o presidente chinês Xi Jinping mandou um recado a Washington, para que os americanos “não brincassem com fogo” na relação com Taiwan. A despeito de todo esse cenário, Pelosi disse, ao chegar em Taipé, que sua visita “reafirma o apoio inabalável dos Estados Unidos à vibrante democracia” da ilha. O Ministério da Defesa taiwanês disse estar “acompanhando com atenção” as manobras militares chinesas. (CNN)
Bolsonaro marca ida à Fiesp no dia de ato pela democracia
O presidente Jair Bolsonaro (PL) marcou para o próximo dia 11 sua participação na série de sabatinas organizada pela Fiesp. É a mesma data para a qual estão convocados dois atos em São Paulo em defesa da Justiça Eleitoral, da democracia e contra a grande mentira, as investidas do presidente sobre o processo eleitoral brasileiro. Um destes atos é organizado pela própria federação das indústrias. Na quinta-feira Bolsonaro havia criticado o presidente da Fiesp, Josué Gomes, por organizar um manifesto pela democracia com outras entidades empresariais. “Eu não entendi essa nota, que foi patrocinada pelo nosso querido filho do vice do ex-presidente Lula, seu Josué Gomes da Silva. É uma nota política em ano eleitoral”, afirmou. (Estadão)
Ameaçado por Kassio, Bolsonaro derruba candidato de Gilmar ao STJ
O preenchimento das duas vagas abertas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem tudo para trazer dor de cabeça para o presidente Jair Bolsonaro (PL) uma instância acima, no Supremo Tribunal Federal (STF). A edição de hoje do Diário Oficial da União trouxe os nomes dos escolhidos: os desembargadores federais Messod Azulay, atual presidente do TRF-2, e Paulo Sérgio Domingues, que atua no TRF-3. O segundo é uma surpresa, já que o favorito era o desembargador Ney Bello, que teria sido preterido por pressão do ministro do STF Kássio Nunes Marques, conta Juliana Dal Piva. Os dois, que atuaram juntos no TRF-1, se tornaram desafetos em 2020. Além disso, Bello seria apadrinhado do ministro Gilmar Mendes. Defensor fiel — e não raro isolado — do governo, Nunes Marques fez saber ao Planalto que romperia com Bolsonaro se a nomeação fosse confirmada. Os dois nomes precisam ser confirmados pelo Senado. (Poder360 e UOL)
Datafolha aponta vitória de Lula no 1º turno
Se a eleição presidencial fosse hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria no primeiro turno, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. Ele manteve os mesmos 47% do levantamento anterior, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) passou de 28% para 29%, dentro da margem de erro de dois pontos. Entretanto, Lula tem cinco pontos a mais que a soma dos adversários: além de Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT), com 8%; Simone Tebet (MDB), com 2%; e André Janones (Avante), Pablo Marçal (PROS) e Vera Lúcia (PSTU), com 1% cada. A reprovação de Bolsonaro chegou a 48%, o pior nível de um presidente concorrendo à reeleição nesse ponto da campanha já registrado pelo Datafolha, embora menor que os 53% registrados em dezembro do ano passado. Chamou a atenção na pesquisa que Lula subiu quatro pontos, de 44% para 48%, na preferência dos homens, enquanto Bolsonaro saltou de 21% para 27% entre as mulheres. Num eventual segundo turno, o petista venceria o presidente por 57% a 34%. (Folha)
Hackers e Bolsonaro atacam Manifesto pela Democracia
O site que abriga o manifesto pela democracia organizado pela Faculdade de Direito da USP sofreu mais de 1.500 ataques hackers nos últimos dias, revela Mônica Bergamo. Os criminosos tentam derrubar a página ou usam nomes falsos e xingamentos para tentar tumultuar a listagem. O documento já conta com mais de 100 mil assinaturas, incluindo os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, 11 ex-ministros do STF, economistas, juristas e personalidades da sociedade civil. Entidades empresariais, como a Fiesp e a Febraban manifestaram interesse em aderir. É possível assinar o manifesto aqui. (Folha)
Sociedade civil — enfim — reage pela democracia
A divulgação oficial nesta terça-feira do manifesto em defesa da democracia organizado pela Faculdade de Direito da USP (veja a íntegra) e assinado por três mil pessoas, incluindo banqueiros, economistas e personalidades de diversos setores, motivou entidades empresariais a se manifestarem. A Fiesp informou que está organizando com sindicatos e organizações patronais um segundo manifesto, a ser divulgado no próximo dia 11 e que vai participar na mesma data de um ato organizado pela USP de apoio ao sistema eleitoral. Porta-voz do manifesto da Faculdade de Direito, o ex-decano do STF Celso de Mello, defendeu uma reação da sociedade aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “um político menor e medíocre”. (Folha e Estadão)
PGR tenta proteger Bolsonaro de acusações da CPI da Covid
Quase nove meses após o recebimento do relatório final da CPI da Pandemia, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pediu ontem que o Supremo Tribunal Federal (STF) arquive sete das dez apurações preliminares envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (PL), ministros, ex-ministros e parlamentares abertas com base no texto. Na maioria dos casos, a vice-procuradora-geral diz não haver “indícios mínimos” de delitos. Bolsonaro é acusado de nove crimes; Lindôra pede o arquivamento de cinco e mais tempo para investigar os outros quatro. Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), diz que a PGR tenta “blindar Bolsonaro” às vésperas da eleição. (Poder360)