PF tenta encontrar registros de celulares ocultados pela ‘Abin Paralela’

A Polícia Federal está tentando encontrar registros de celulares monitorados por integrantes da “Abin Paralela”, segundo fontes ligadas à investigação. A PF suspeitou dos números ocultados ao cruzar as informações da perícia dos materiais coletados na Operação Vigilância Aproximada, do dia 25 de janeiro, com os dados da empresa que detém o software FirstMile. A ação tinha como objetivo apurar um esquema de espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro. Os investigadores perceberam que pelo menos 100 números alvos de espionagem ilegal eram diferentes dos que constavam em relatórios da Abin. Os agentes apuram com as empresas de telefonia quais os CPFs usados nesses números para identificar os donos das linhas telefônicas. (CNN Brasil)

Haddad defende tributação para bilionários em reunião do G20

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu uma tributação progressiva para os bilionários durante seu discurso na abertura da 1ª reunião de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G20, nesta quarta-feira, em São Paulo. Ele participou virtualmente do evento por ter sido diagnosticado com covid. Haddad disse que os mais ricos devem pagar uma “justa contribuição em imposto”, como parte de um terceiro pilar para a cooperação tributária internacional - a OCDE atualmente trabalha com dois pilares, incluindo a taxação de empresas multinacionais com lucros bilionários. O ministro também pede que os países desenvolvidos olhem mais para os mais vulneráveis, pensando em soluções globais para a redução da pobreza. “Chegamos a uma situação insustentável em que o 1% mais rico detém 43% dos ativos financeiros mundiais e emitem a mesma quantidade de carbono que os 2/3 mais pobres da humanidade”, destacou. Ele ainda ressaltou a emergência climática que afeta países mais pobres e criticou a falta de recursos para países endividados para esse tipo de política. As falas do ministro estão alinhadas com os objetivos do Brasil na presidência do G20, que vai até novembro. (UOL)

Palavras, palavras, palavras

Segundo o levantamento feito pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP, durante o ato do ex-presidente Jair Bolsonaro, 94% dos presentes consideram que o Brasil vive uma ditadura. A ideia é absurda, evidentemente. Mas para os bolsonaristas que foram à Avenida Paulista no último domingo, é um fato incontestável. Estive com uma dessas pessoas na segunda-feira, no aeroporto de Congonhas. Ela se queixou de alguma posição que havia me visto tomar nas redes. Mulher, classe média, na casa dos 40, talvez 50. Não trocamos muitas palavras. Minha primeira reação foi explicar o que era uma ditadura. Só que ela sabia — sua dificuldade era com outras palavras. “E temos liberdade, por acaso? E as eleições valem de alguma coisa?”

Funcionário perde computador com planos de segurança dos Jogos de Paris

Num incidente que parece saído de uma comédia, um engenheiro da prefeitura de Paris teve roubada uma pasta onde estavam não apenas o laptop com todos os planos de segurança para os Jogos Olímpicos deste ano, mas também as duas chaves USB que permitem decodificar os arquivos. O funcionário, cujo nome não foi divulgado, disse ter colocado a pasta no bagageiro de um trem e depois percebido seu desaparecimento. Os Jogos Olímpicos de Paris começam no dia 26 de julho. (Globo)

Família de Donna Summer processa Kanye West por uso indevido de música

A família da cantora Donna Summer está processando os rappers Kanye West e Ty Dolla $ign por uso indevido da canção I Feel Love (Spotify), um dos maiores sucessos da rainha da disco music. Segundo a ação, West teve negada pelos herdeiros da cantora, morta em 2012, autorização para usar samples da música na faixa Good (Don’t Die), de seu disco Vultures 1 (Spotify), lançado no último dia 10. A família justificou a negativa pelo grande valor artístico e comercial da canção e pela reputação controversa do rapper, o que “prejudicaria o legado de Donna Summer”. West e o parceiro, então, teriam copiado a melodia de I Feel Love e posto uma imitadora cantando uma versão ligeiramente modificada da letra. Good (Don’t Die) foi removida das plataformas de streaming. (Guardian)

Presidência de comissões trava pauta da Câmara

As votações na Câmara estão paradas, mas não por causa de algum projeto polêmico. O que vem travando a pauta é a renovação anual do comando das comissões, por onde tramitam as matérias na Casa. Como tem a maior bancada, o PL exige o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante, e havia indicado a bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC) para presidi-la, mas aceita negociar um nome menos radical. O PT, segunda maior bancada, está de olho na Comissão Mista de Orçamento (CMO), mas pode abrir mão em favor de algum nome do União Brasil ou do PP, que integram formalmente a base do governo. Nos bastidores, os governistas comemoram a indefinição, já que, sem as comissões, podem tentar levar diretamente ao plenário os temas de interesse do Executivo. (g1)

CEO do Google diz que erros na geração de imagem por IA são inaceitáveis

Os erros na geração de imagens pela ferramenta de inteligência artificial Gemini AI deixaram Sundar Pichai, CEO do Google, extremamente irritado. Em um memorando interno enviado aos funcionários da empresa, ele classificou o incidente como “completamente inaceitável” e ofensivo aos usuários. ‘Nossa missão de organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil é sacrossanta”, escreveu Pichai. “Esse tem de ser nosso enfoque em todos os produtos, incluindo os de IA”, completou. Programado para enfatizar a diversidade étnica e de gênero, o algoritmo do Gemini mudou a etnia de personagens históricos, como os fundadores dos EUA, culminando com uma série de soldados nazistas negros e orientais. O erro foi pretexto para que políticos e influenciadores de direita denunciassem uma “conspiração politicamente correta” de apagamento de brancos. (The Verge)

Prisão de Bolsonaro seria justa para 50% dos brasileiros, diz Quaest

A eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria um ato justo para 50% dos brasileiros e injusto para 39%, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. O resultado é semelhante quando o assunto é a inelegibilidade de Bolsonaro determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): justa para 51% e injusta para 40%. Os números, porém, se invertem entre os evangélicos, uma das principais bases de apoio do ex-presidente. Entre eles, a prisão seria injusta para 56% e justa para 36%. O levantamento foi feito entre os dias 25, quando houve o ato bolsonarista na Avenida Paulista, e 27 deste mês, com margem de erro de 2,2%. (CNN Brasil)

Governo recua e vai reconhecer motoristas de aplicativos como autônomos

O governo desistiu de enquadrar motoristas de aplicativos em categorias amparadas pela CLT e vai enviar ao Congresso um projeto de lei que os classifica como autônomos, aderindo à jurisprudência já estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A minuta do projeto de lei cria uma nova categoria profissional, a de trabalhador autônomo por plataforma, que terá remuneração de ao menos um salário mínimo, hora de trabalho de R$ 32,09 e contribuição para a Previdência de 7,5% da remuneração. Trabalhadores que utilizam motos e bicicletas ficam de fora dessa regulamentação. (Folha)

Bancada evangélica quer votar ainda hoje aumento da isenção para igrejas

A bancada evangélica está pressionando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a colocar em votação no plenário ainda nesta terça-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia ainda mais a isenção tributária de igrejas. A medida foi aprovada na noite de segunda-feira, com apoio do governo, por uma comissão especial da Câmara em votação simbólica. O projeto de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), bispo da Igreja Universal, mantém todas as isenções já existentes e proíbe a criação de novos impostos ou mesmo a taxação de contas de luz e insumos para obras em templos. Segundo Crivella, há um compromisso do governo para liberar as bancadas na votação em plenário. (Globo)