O Meio utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência. Ao navegar você concorda com tais termos. Saiba mais.

As notícias mais importantes do dia, de graça

Assine para ter acesso básico ao site e receber a News do Meio.

Flávio Bolsonaro e a máfia do Rio

Na última semana, o Rio de Janeiro teve três governadores. A gente, por aqui, está acostumado com o nível de podridão do governo do nosso estado. Se você não é do Rio, também deve estar. Caramba, toda notícia que vem do Rio parece ser essa, né? Mais um governador preso. Olha só: das seis pessoas eleitas para governar o Rio, neste século 21, quatro foram presas. Quatro de seis. Castro deve ser o quinto. Anthony Garotinho, por exemplo, foi preso cinco vezes. Sérgio Cabral passou seis anos preso. Põe na conta quatro presidentes da Assembleia Legislativa, também presos. O que sobra, Wilson Witzel, não foi preso mas foi cassado por corrupção, tá? Não é só corrupção crassa, não. É uma mistura de corrupção da pior possível, saque mesmo dos cofres públicos aos muitos milhões, misturada com milícia e tráfico. Olha, a Polícia Federal tem uma conta de que aproximadamente metade dos 70 deputados estaduais estão ligados ao crime organizado. Não deve ter nenhum estado que apodreceu tanto por dentro quanto o meu.

Flávio Bolsonaro pede intervenção dos EUA no Brasil

Flávio Bolsonaro aproveitou o palco da CPAC no Texas para pedir a intervenção dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Em um discurso controverso, o pré-candidato sugeriu que o "mundo livre" monitore a Justiça brasileira e acenou com o acesso ilimitado às reservas de terras raras do Brasil — uma tentativa de posicionar o país como alternativa à China para os americanos. Para analisar esse movimento e as demais notícias da política nacional, Pedro Doria e Yasmim Restum recebem o cientista político e colunista do Meio Christian Lynch.

Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

Foto: Leandro Lozada/AFP

Em evento de organização de extrema direita no Texas, o senador e candidato do PL pediu pressão para que o pleito siga “valores de origem americana” e ainda ofereceu a Washington acesso ilimitado a reservas minerais brasileiras. Fontes militares dos EUA afirmam que o país prepara ação terrestre contra o Irã. Nova variante do vírus que causa a Covid-19 é identificada em 23 países. Guns N’Roses anuncia mudança na formação às vésperas de turnê que inclui o Brasil. E a Sony eleva preço do PlayStation 5 por custos dos chips de memória.

Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

A estrutura da sobrecarga feminina

Por que as mulheres estão sempre exaustas? Não é falta de "autocuidado" ou má gestão do tempo: é uma estrutura desenhada para a sobrecarga invisível. No Diálogos com a Inteligência de hoje, Christian Lynch recebe a psicóloga Marcia Leonardi, docente e pesquisadora da UFRJ que explica por que "dar conta de tudo" virou uma armadilha mental e o que precisa mudar de verdade.

PL da Misoginia: Você pode ser preso?

O Senado aprovou a criminalização da misoginia e o debate virou torcida: de um lado, “censura”; do outro, comemoração como se tudo se resolvesse por decreto. O vídeo explica o que é misoginia na prática e o que é só machismo e grosseria, por que banalizar o termo enfraquece o combate ao ódio real e como certos discursos, como o red pill, podem formar um ecossistema misógino sem que cada frase isolada seja crime.

Edição de Sábado: Eleitor liberal procura

“Um centro mais radical.” Foi assim que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, definiu o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em entrevista ao Canal Livre. Na mesma fala, antes sequer de terminar a frase, classificou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como “um centro com posições mais conservadoras, mais à direita”, e posicionou o incumbente do Paraná, Ratinho Júnior, entre ambos, com “um perfil intermediário”. Naquele momento, há cerca de um mês, Kassab ainda mantinha os três nomes na sua estratégia. Caberia a ele escolher um para disputar a Presidência, alguém capaz de encarnar uma candidatura que oferecesse ao eleitor uma alternativa fora da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com o terno azul escuro alinhado, o olhar firme e a sobriedade que lhe são típicos, deixou escapar pistas sobre o critério de escolha.

Há espaço para o Centro em 2026?

Sergio Moro e Flávio Bolsonaro se uniram no Paraná para virar o xadrez eleitoral de cabeça para baixo. Com o centro asfixiado e Ratinho Jr fora do páreo, o PSD de Kassab agora hesita entre o conservadorismo de Ronaldo Caiado ou o liberalismo de Eduardo Leite? Quem tem fôlego para encarar  Lula e Flávio Bolsonaro?

STF enterra CPMI do INSS e isola Mendonça

O STF formou uma maioria de 8 a 2 contra a ampliação do prazo da CPMI do INSS, derrubando a decisão individual de André Mendonça. O que essa derrota sinaliza para o equilíbrio de forças entre o Judiciário e o Congresso? Pedro Doria e o analista político Alexandre Borges debatem. E no final, Guilherme Werneck traz a curadoria cultural para o seu fim de semana.

A Copa mais roubada

A Copa do Mundo de 1934 consolidou o torneio como evento quadrienal da FIFA, mas também abriu uma longa e sombria história de relações entre futebol e política. Realizada na Itália de Mussolini, a competição foi usada como instrumento de propaganda pelo regime fascista. Em campo, reuniu alguns dos grandes times da época: a Itália campeã, o poderoso Wunderteam da Áustria, uma Espanha fortíssima e seleções sul-americanas fragilizadas por conflitos internos e por uma preparação desorganizada.