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Meio/Ideia: Caso Master prejudica a credibilidade do STF

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A terceira rodada da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, revela que a maioria dos brasileiros ainda não tem conhecimento claro sobre o escândalo do Banco Master, que envolve membros dos Três Poderes. No levantamento, apenas 48% dos entrevistados dizem conhecer o caso; 30% afirmam que talvez tenham tomado conhecimento, mas não têm certeza; e 22% alegam não conhecer o caso.

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Entre os que declaram conhecer o episódio, o STF aparece como a principal instituição associada ao escândalo, citado por 35% dos participantes. Já 21,3% ligaram o caso ao governo federal; 17,9% ao Congresso; e 25,8% a todos os Poderes. Além disso, novamente entre os 48% que dizem conhecer o escândalo, 69,9% avaliaram que a credibilidade da Corte saiu abalada, contra 17,1% que acharam que ela foi preservada e 13,1% não souberam responder.

Embora o caso Master ainda não tenha alcançado toda a população, o Supremo tem permanecido no centro do debate político, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista. Os dados da pesquisa também indicam que a maioria do eleitorado não admite que tenha havido uma tentativa de golpe de Estado. No levantamento Meio/Ideia, 54% dos entrevistados dizem não acreditar nessa possibilidade, ao passo que 39% afirmam que Bolsonaro planejou um golpe. Outros 7% não sabem.

Nesse ambiente de maior polarização em torno da Corte, marcado pelo caso Master e pelas reações à condenação do ex-presidente, a pesquisa também mediu o impacto eleitoral desse cenário. Para 44% dos entrevistados, candidatos ao Senado que defendem o impeachment de ministros do Supremo têm mais chance de receber seu voto. Já 15,5% avaliam que essa posição diminui a possibilidade de apoio a um postulante, 33% dizem que não altera e 7,5% não souberam responder.

A pesquisa eleitoral Meio/Ideia está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026-BRASIL. Foram feitas 1.500 entrevistas representativas em todo o Brasil entre os dias 6 e 10 de março de 2026. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Cenários eleitorais 2026

Sobre as intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro, a pesquisa Meio/Ideia mostrou um cenário com poucas alterações em relação a fevereiro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando na pesquisa espontânea e em todos os cenários de primeiro e segundo turnos. No levantamento espontâneo, Lula tem 33,4% das intenções de votos, um avanço de 0,4% em relação a fevereiro. Em seguida, vem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou de 16,3% no mês passado para 18,5% em março. As duas variações estão dentro da margem de erro de 2,5 ponto percentual.

Nos quatro cenários estimulados de primeiro turno testados pela pesquisa, Lula e Flávio Bolsonaro lideram com folga sobre os demais. Com Ratinho Jr. (PSD-PR) como terceiro nome, Lula aparece com 40%, Flávio com 34,7% e o governador do Paraná com 9%. Quando Eduardo Leite (PSD-RS) substitui Ratinho, os números são Lula 39,6%, Flávio 36,3% e Leite 4,4% — com Zema logo a frente, em 5,8%. No cenário com Ronaldo Caiado (PSD-GO), Lula marca 40,3%, Flávio 35% e o governador de Goiás 5,5%. Já no cenário sem Flávio e com Tarcísio de Freitas, Lula vai a 40,3%, Tarcísio a 35,9% e Zema a 5,1%.

O Meio/Ideia também mediu a rejeição aos possíveis candidatos à Presidência. O presidente Lula aparece com a maior taxa: 43,6% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida está o senador Flávio Bolsonaro, com 34,5%. Os demais nomes têm índices mais baixos de rejeição: Ronaldo Caiado (15%), Ratinho Jr. (14,8%), Romeu Zema (13,8%), Tarcísio de Freitas (13,5%) e Eduardo Leite (13,3%). Outros 13% afirmam que não votariam no influenciador Renan Santos, enquanto 9,4% rejeitam o ex-ministro Aldo Rebelo. Apenas 4,1% sinalizam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.

Mesmo com os índices de rejeição, todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa levam o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro a um confronto direto no segundo turno. Na simulação entre os dois, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto, contra 45,3% de Flávio. Outros 4,1% afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 3,2% dizem não saber.

Em relação às sondagens anteriores, Lula oscilou dentro da margem de erro: tinha 45% em fevereiro e 46,2% em janeiro. Já Flávio registrava 41,1% no mês passado e 36% no primeiro levantamento do ano. O recorte por gênero revela um cenário também dividido. Entre os homens, 51,7% dizem votar em Flávio e 43,5% optariam por Lula. Outros 3,1% votariam em branco ou nulo, e 1,8% não sabem. Entre as mulheres, o quadro se inverte: 51% afirmam que votariam em Lula, contra 39,5% em Flávio, além de 5% de branco ou nulo e 4,5% que dizem não saber.

Avaliação do governo

A pesquisa também mediu a avaliação do governo e as perspectivas para 2026. Questionados se Lula merece continuar no cargo após o fim deste mandato, 50,6% dos entrevistados disseram que não, contra 46,7% que responderam sim, e 2,7% não souberam opinar. O levantamento também revela um cenário dividido na avaliação pessoal do presidente: 50,5% desaprovam a maneira como Lula vem conduzindo seu trabalho à frente do Palácio do Planalto, enquanto 47,2% aprovam. Outros 2,3% não souberam responder.

Quando questionados sobre o desempenho do governo de forma mais ampla, 34,6% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 45,3% a consideram ruim ou péssima. Outros 18,3% avaliam o governo como regular, e 1,7% não souberam responder.

Entre as áreas analisadas, a segurança pública aparece como o setor com pior avaliação: 54,3% classificam a atuação do governo como ruim ou péssima, contra 19,7% que a consideram ótima ou boa. Na economia, 44,1% fazem avaliação negativa, enquanto 32,3% veem a gestão de forma positiva. Já em saúde, 41,5% classificam o desempenho como ruim ou péssimo, contra 29% que o avaliam como ótimo ou bom. Na educação, a avaliação negativa chega a 39,5%, enquanto 32,1% fazem avaliação positiva.

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