O Meio utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência. Ao navegar você concorda com tais termos. Saiba mais.

As notícias mais importantes do dia, de graça

News do Meio

Assine para ter acesso básico ao site e receber a News do Meio.

O Brasil amanheceu mais bolsonarista — mas Lula é o favorito

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à frente na contagem de votos do primeiro turno, mas o grande vitorioso foi o bolsonarismo, enquanto as pesquisas eleitorais despontaram como as maiores derrotadas, por subestimarem em muito o tamanho real do presidente. Em vez disso, com a apuração em 99,99%, Lula obteve 48,43% dos votos e vai para o segundo turno no dia 30 contra Jair Bolsonaro (PL), que chegou a 43,20%. A votação de Lula ficou dentro da margem de erro das pesquisas, mas elas não anteviram a performance do presidente. O Datafolha previa que Bolsonaro chegaria a 36%, dos votos válidos; no Ipec, eram 37%; no Ipespe, 35%. Mas não foi só isso. Candidatos bolsonaristas, especialmente ex-ministros, tiveram desempenhos inesperados em praticamente todas as esferas de governo. As urnas mostraram também uma inversão no segundo pelotão. Simone Tebet (MDB) chegou em terceiro lugar, com 4,16%, enquanto Ciro Gomes (PDT) amargou 3,05%. O ex-ministro só ficou à frente da senadora no Ceará, seu reduto eleitoral, onde obteve 6,80%, contra 1,22% de Tebet.

Após debate baixo, Brasil vai às urnas decidir se dá a Lula vitória no 1º turno

Considerado o último evento capaz de determinar se a eleição presidencial será decidida no primeiro turno, o debate (veja a íntegra) realizado na noite de ontem pela TV Globo foi marcado por troca de acusações, protagonismo de candidatos nanicos e um número incomum de direitos de resposta concedidos. Logo no início, respondendo a uma pergunta do Padre Kelmon (PTB), que mais uma vez atuou como sua linha auxiliar, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez ataques pesados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “chefe de uma grande quadrilha”. A ofensa deu início a uma sequência de direitos de resposta, na qual Lula prometeu revogar todos os decretos de Bolsonaro impondo sigilo de 100 anos a informações sobre seu governo. Lula também obteve direito de resposta quando Bolsonaro, em pergunta a Simone Tebet (MDB), o chamou de “mentor” da morte, em 2002, do prefeito petista de Santo André Celso Daniel. A senadora reclamou com o presidente: “Eu acho que falta ao senhor coragem de perguntar isso ao candidato do PT. E vamos tratar do Brasil. Vamos tratar dos reais problemas”, disse Tebet. A constante troca de direitos de resposta entre Lula e Bolsonaro também foi criticada pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil). “Enquanto eles brigam, a boiada passa. Enquanto eles brigam, nos distraindo, o Brasil passa fome, o Brasil ainda encara escândalos de corrupção”, disse ela, que protagonizou um dos momentos cômicos da noite ao se confundir com o nome de Padre Kelmon e chamá-lo apenas de “candidato Padre”. A corrupção foi um tema recorrente, com Ciro Gomes (PDT) dizendo que deixou o ministério de Lula “por conta das contradições graves de economia [...] e, mais grave ainda, das contradições morais”. Ele também questionou Bolsonaro sobre o “Orçamento secreto” e outras denúncias contra seu governo. Felipe D’Ávila (Novo) e Lula discutiram as políticas de cotas, e o petista ainda se envolveu em um embate com Padre Kelmon, a quem chamou de “candidato-laranja”. (g1)

Partido de Bolsonaro ataca urnas, TSE reage

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reagiu duramente a um texto sem assinatura divulgado ontem pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, apontando supostas “falhas e irregularidades” nas urnas eletrônicas. Segundo a Corte, as informações na “auditoria” do PL são “falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade”, numa “clara tentativa de embaraçar e tumultuar o curso natural do processo eleitoral”. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, mandou que o material fosse anexado ao inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). (Metrópoles)

Mais uma pesquisa, Quaest, sugere vitória de Lula no 1º turno

Mais uma pesquisa, a Quaest/Genial, divulgada nesta madrugada, aponta a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer as eleições já no próximo domingo. Ele passou de 44% para 46%, no limite da margem de erro de dois pontos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) caiu de 34% para 33% e Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) mantiveram-se em 6%, 5% e 1%, respectivamente. Com isso, o petista aparece com 50,5% dos votos válidos, descontados nulos e brancos. Na eventualidade de um segundo turno, Lula venceria com 52%, contra 38% de Bolsonaro. (UOL)

PF investiga assessor de Bolsonaro por depósitos suspeitos de dinheiro

Atendendo a pedido da Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a quebra do sigilo bancário do tenente-coronel do Exército Mauro César Barbosa Cid, ajudante de ordens e um dos colaboradores mais próximos do presidente Jair Bolsonaro (PL). A PF diz ter encontrado no celular do militar, examinado no inquérito sobre vazamento de investigações, referências a transações financeiras suspeitas, como depósitos fracionados e saques elevados em dinheiro. A movimentação, dizem os agentes, serviria para pagar contas da família de Bolsonaro e de pessoas próximas à primeira-dama Michelle. O Palácio do Planalto diz que não há irregularidade e que o dinheiro vem das contas pessoais do presidente. (Folha)

Bolsonaro é proibido de conduzir live eleitoral no Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez ontem sua agora diária live num local não identificado, após o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, negar recurso contra a própria decisão proibindo o uso dos palácios da Alvorada e do Planalto em gravações para campanha eleitoral. O ministro também vetou a utilização de recursos e pessoal da presidência, especialmente o tradutor de libras, aos quais Bolsonaro só tem acesso por ser presidente da República. O Planalto e a campanha da reeleição não informaram onde foi feita a live. (g1)

Lula inicia campanha contra abstenções por vitória no 1º turno

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a ter chances de vencer a eleição ainda no primeiro turno, segundo pesquisa do Datafolha divulgada ontem. Ao subir de 45% para 47%, no limiar da margem de erro de dois pontos, e chegou a 50% dos votos válidos, descontados brancos e nulos – no levantamento anterior, ele tinha 48% dos votos válidos. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneceu com 33%, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) recuou de 8% para 7%, a senadora Simone Tebet manteve 5% e os demais candidatos não chegaram a um ponto. Em caso de haver um segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 38%. A pesquisa trouxe más notícias para o presidente. O voto de 81% dos eleitores já estaria consolidado, e a maioria dos que podem mudar tende a escolher o petista. Bolsonaro segue com a maior rejeição, 52%, enquanto Lula é descartado por 39% dos entrevistados. (Folha)

Em meio a protestos, Rússia faz recrutamento forçado

Grupos de defesa dos direitos humanos acusam o governo russo de recrutar à força para o Exército jovens detidos em manifestações contra a invasão da Ucrânia. Aqueles que se recusam são ameaçados com processos que podem levar a até 15 anos de prisão. Pelo menos 1.300 pessoas foram presas nesta quarta-feira em protestos em Moscou e em São Petersburgo contra a escalada do conflito. Os atos aconteceram um dia depois de o presidente Vladimir Putin anunciar a convocação de 300 mil reservistas, segundo estimativas do Ministério da Defesa, para reforçar as tropas no país invadido. A medida é uma reação à contraofensiva ucraniana que retomou territórios ocupados pelos russos no Norte do país. Em pronunciamento, Putin também insinuou a possibilidade usar armas nucleares no conflito. (CNN)

STF limita decretos de Bolsonaro sobre armas

Em votação eletrônica, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por nove votos a dois, as liminares do ministro Edson Fachin que suspenderam trechos dos decretos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de portarias ministeriais facilitando a compra e o porte de armas. Somente os ministros nomeados por Bolsonaro, Kássio Nunes Marques e André Mendonça, divergiram. As decisões de Fachin foram tomadas sob o argumento do risco de violência nas eleições, em processos movidos por PT e PSB, para os quais os decretos violam dispositivos do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2007. As liminares foram também uma forma de frustrar a estratégia de Nunes Marques, que interrompeu há um ano o julgamento das ações com um pedido de vistas e ainda não devolveu os processos. (g1)

Ipec mostra Lula mais distante de Bolsonaro

Encomendada pela TV Globo, a pesquisa do Ipec divulgada ontem mostra que a distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) se ampliou nos dois turnos. Na primeira rodada, Lula passou de 46% para 47%, dentro da margem de erro de dois pontos, enquanto Bolsonaro permanece em 31%. Ciro Gomes (PDT) manteve os 7%, Simone Tebet (MDB) foi de 4% para 5% e Soraya Thronicke (UB) ficou em 1%. Os demais candidatos não chegaram a um ponto. Lula tem três pontos a mais que a soma dos adversários, o que indicaria vitória no primeiro turno, mas, por conta da margem de erro, não é possível atestas esse cenário. Num eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 35%, uma diferença dois pontos acima do levantamento anterior. O presidente segue liderando na rejeição: 50% dos eleitores não votariam nele em hipótese alguma, contra 33% que rejeitam Lula. (g1)