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Gritou ‘Aqui é Bolsonaro!’ enquanto matava

Aos gritos de “Aqui é Bolsonaro!”, o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu na noite de sábado uma festa em Foz do Iguaçu (PR) e assassinou a tiros o aniversariante, o guarda municipal Marcelo Arruda. A festa tinha como tema o PT, do qual Arruda era tesoureiro municipal, enfeitada com fotos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Guaranho, um dos diretores da associação onde o evento acontecia, não era convidado e, aparentemente, não conhecia a vítima. Ele esteve no local, iniciou uma confusão e, ao sair, disse que voltaria e “mataria todo mundo”. Preocupado, Arruda foi até o carro e pegou sua arma. Foi quando o agressor voltou atirando. Mesmo baleada, a vítima atirou de volta e, segundo seu filho, impediu que o agressor ferisse outras pessoas. O agente penitenciário está sob custódia em um hospital da cidade e seu estado é estável. (UOL)

Temendo derrota, Lira não vota PEC kamicaze

Entre a pressa em aprovar a PEC que viola leis para ajudar na reeleição de Jair Bolsonaro (PL) e o risco do quórum baixo no Plenário, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), optou pela prudência e adiou a votação para a semana que vem. A proposta eleva o benefício do Auxílio Brasil até o fim do ano de R$ 400 para R$ 600, zera a fila de espera e cria vouchers, também só até dezembro, de mil reais para caminhoneiros e taxistas. Para driblar as leis eleitoral e de responsabilidade fiscal e o teto de gastos, decreta estado de emergência. Lira vinha colecionando vitórias. Convenceu o relator Danilo Forte (UB-CE) a não mexer no texto, o que mandaria a PEC de volta para o Senado, e conseguiu aprová-la na comissão especial quase por unanimidade — somente o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP) votou contra. A ideia era votá-la em dois turnos no Plenário ainda ontem, mas a oposição pretendia apresentar um destaque retirando do texto o estado de emergência, o que, na prática, tornaria ilegais os benefícios. Lira viu que havia 427 deputados presentes, quando são necessários 308 para aprovar uma PEC ou derrubar um destaque. Achou que a margem era estreita e não quis arriscar. A votação está marcada para a próxima terça. (UOL e Globo)

Johnson renuncia à liderança conservadora mas tenta seguir premiê até outubro

Alvo de intensa pressão de correligionários, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson deve renunciar hoje à liderança do Partido Conservador. É este cargo que faz dele primeiro-ministro, já que a legenda tem maioria na Câmara dos Comuns. Até o fechamento desta edição, Johnson tentava ainda permanecer no comando do governo até outubro, quando o partido escolherá oficialmente quem o sucederá. A maioria dos conservadores, porém, não aceita a solução e defende que ele deixe o governo imediatamente, substituído interinamente pelo vice-premiê Dominic Raab. “Seu comportamento tem sido errático”, se queixou ao Guardian um parlamentar. A situação de Johnson ficou insustentável nos últimos dias, com renúncias em massa dentro do governo. Ontem, uma comissão de ministros de primeiro escalão esteve com ele pedindo que deixasse o cargo. A pressão veio até do recém-nomeado ministro das Finanças Nadhim Zahawi. (Guardian)

Dia bolsonarista no Congresso: CPI adiada, PEC eleitoreira acelerada

O presidente Jair Bolsonaro (PL) não pode reclamar do dia de ontem. Ele obteve duas vitórias importantes no Congresso, com perspectiva de reflexos na corrida eleitoral. Na primeira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou que a temida CPI para investigar a corrupção durante a gestão de Milton Ribeiro no MEC será instalada, mas só começará a trabalhar após as eleições. Ao mesmo tempo, Pacheco vai instalar uma CPI pedida por governistas para apurar obras inacabadas em escolas, creches e universidades durante governos petistas. (UOL)

MP enfrenta ataque bolsonarista à responsabilidade fiscal

Aprovada com apoio quase unânime no Senado – só José Serra (PSDB-SP) votou contra —, a PEC que aumenta o Auxílio Brasil e institui ajuda a caminhoneiros e taxistas pode parar no Tribunal de Contas da União (TCU), como conta Guilherme Amado. O Ministério Público pediu que a Corte impeça o governo de furar o teto de gastos, condição necessária para que gaste R$ 41,25 bilhões a três meses das eleições. Apelidada de “PEC das bondades”, o projeto torna letra morta ainda as leis eleitoral e de responsabilidade fiscal. E não é só o MP que é contra. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promete levar hoje mais de mil prefeitos ao Congresso para protestar contra a PEC e contra medidas do governo que reduzem receitas e aumentam despesas municipais. (Metrópoles)

Governo quer CPI do MEC só depois da eleição

Após perder a batalha para impedir que a CPI do MEC recebesse o número necessário de assinaturas no Senado, o governo tem duas novas estratégias para tentar conter o dano potencial à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição. A primeira é jogar o início dos trabalhos para depois das eleições de outubro. A outra envolve uma queda de braço com a oposição para atrair o PSD, segunda maior bancada da Casa e um dos protagonistas na CPI da Pandemia. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), promete decidir sobre a instalação da comissão após a reunião de líderes, marcada para amanhã. (Folha)

Com 1 voto contra, Senado aprova estado de emergência bolsonarista

O Senado aprovou nesta quinta-feira, por 67 votos a 1, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia programas sociais e cria benefícios para caminhoneiros e taxistas. O texto segue para votação na Câmara. O único voto contrário foi o do senador José Serra (PSDB-SP). Embora a lei eleitoral proíba a criação de benefícios sociais em ano de eleições, a PEC contorna essa regra ao reconhecer o estado de emergência, medida também aprovada ontem. Dessa forma, toda a despesa será viabilizada por meio de créditos extraordinários, fora do teto de gastos. Na proposta, o Auxílio Brasil passará de R$ 400 para R$ 600, e o vale-gás de R$ 53 para R$ 120. Já o novo benefício para caminhoneiros e taxistas prevê R$ 1.000 por mês, movimento criado para fazer frente à alta nos preços dos combustíveis, um dos principais entraves para o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição este ano. (g1)

Presidente da Caixa cai por assédio a mulheres

Um dia depois de o colunista Rodrigo Rangel revelar que o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, era investigado por denúncias de assédio sexual a funcionárias, o Palácio do Planalto anunciou ontem sua substituição por Daniella Marques, secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e tida como ‘braço direito’ do ministro Paulo Guedes. A demissão não foi tão sumária quando queria a ala política do governo, preocupada com o impacto das denúncias na campanha eleitoral. Guimarães, que estava à frente do banco desde 2019 e era um dos colaboradores mais próximos de Jair Bolsonaro, chegou a se reunir duas vezes com o presidente, na noite de terça-feira, quando a denúncia se tornou pública, e na manhã de ontem. À tarde, ele entregou sua carta de demissão, negando as acusações. (Metrópoles)

Governo gasta alto para impedir CPI do MEC

Com quatro assinaturas a mais que as 27 exigidas, a oposição protocolou ontem no Senado o pedido de criação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção e tráfico de influência no MEC durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro. A reação do Planalto não demorou e veio em duas frentes. De um lado, o líder do governo, Carlos Portinho (PL-RJ), ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), instale a CPI, alegando que há outros pedidos na fila e que a ordem cronológica deve ser respeitada. De outro, o governo vem acelerando a liberação de verbas via “orçamento secreto” para esvaziar a comissão. Desde a prisão de Ribeiro, no último dia 22, já foram liberados R$ 3,2 bilhões, cerca de 20% do total previsto para este ano. (Globo)

Bolsonaro muda regras para se blindar da Justiça Eleitoral

Pressionado de um lado pela desvantagem nas pesquisas e de outro pela proibição legal à criação de programas de auxílio financeiro em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu ontem com um decreto que amplia os poderes da Advocacia-Geral da União (AGU) e, segundo especialistas, busca blindá-lo contra ações no TSE. Pelo texto, a AGU, ora ocupada por Bruno Bianco, passa a dar previamente parecer sobre a constitucionalidade de medidas de âmbito eleitoral no último ano do mandato, em vez de opinar quando provocada por uma ação na Justiça. O governo estuda decretar estado de calamidade para conceder um “auxílio-caminhoneiro” mensal de R$ 1 mil reais à categoria, proibido em condições normais pela Lei Eleitoral. O aval prévio da AGU serviria para dar mais respaldo jurídico às medidas quando estas fossem contestadas no TSE. (Estadão)